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Proporção de jovens sem trabalho, estudo ou qualificação cai

Entre 2019 e 2025, jovens que não trabalham, não estudam nem se qualificam caíram 25,9%, atingindo 8,2 milhões em 2025, contra 11,0 milhões em 2019

De 2019 para 2025, o total de jovens que não estavam ocupados, não estudavam e nem se qualificavam teve redução de 25,9% - Foto: Lucas Fermin/SEED Paraná
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  • Em 2025, havia 46,6 milhões de pessoas de 15 a 29 anos no Brasil, com 16,6% ocupadas e estudando, ou fazendo qualificação; 17,5% não estavam ocupadas, não estudavam nem se qualificavam; 25,0% não estavam ocupadas, mas estudavam ou se qualificavam; e 40,8% estavam ocupadas, não estudavam nem se qualificavam.

  • O contingente de jovens nessa faixa que não estavam ocupados, não estudavam nem se qualificavam caiu 25,9% entre 2019 e 2025, de 11,0 milhões para 8,2 milhões.

  • Entre mulheres de 15 a 29 anos, 22,8% não estavam ocupadas nem estudavam ou se qualificavam; entre homens, esse índice foi de 12,4%.

  • Em 2025, 15,6% dos estudantes de graduação frequenta cursos tecnológicos (1,5 milhão de 9,7 milhões), aumento em relação a 2016.

  • No ensino médio, 8,8% dos estudantes frequentavam curso técnico ou normal (787 mil), crescimento de 21,5% desde 2019; o crescimento foi maior entre mulheres.

Nos dados da PNAD Educação 2025, o Brasil registra queda na proporção de jovens entre 15 e 29 anos que nao trabalham, nao estudam e nem se qualificam. Em 2025, 16,6% desse grupo estava ocupado e estudando ou capacitando-se, 17,5% nao estavam ativos nem estudavam nem se qualificavam, 25,0% estudavam ou se qualificavam, e 40,8% estavam ocupados, sem estudo ou qualificação.

Entre 2019 e 2025, o total de jovens nessa situação caiu 25,9%, saindo de 11,0 milhões para 8,2 milhões. Em termos percentuais, a redução foi de 22,4% em 2019 para 19,8% em 2025, refletindo melhora no mercado de oportunidades para a juventude.

No recorte por sexo, 22,8% das mulheres entre 15 e 29 anos nao estavam ocupadas, nem estudavam ou se qualificavam em 2025, ante 12,4% dos homens. A diferença de gênero se manteve consistente, com maiores proporções de mulheres nessa faixa sem atividade.

Entre as mulheres, 27,0% estudavam ou se qualificavam em 2025, enquanto 32,7% apenas trabalhavam. Entre os homens, 23,0% apenas estudavam ou se qualificavam e 48,7% apenas trabalhavam, revelando distintas trajetórias de inserção educativa e laboral por sexo.

Sobre etnia, 19,8% dos jovens pretos ou pardos nao estavam ocupados, nem estudavam ou se qualificavam em 2025, 5,8 p.p. acima do registrado entre jovens brancos (14,0%). Contudo, houve queda de 5,9 p.p. nessa faixa para pretos ou pardos desde 2019.

Em 2025, a maior parte dos jovens brancos que nao estavam nessa condição apenas estudava (26,6%), enquanto pretos ou pardos nessa categoria somavam 23,9%. Em termos de ocupação apenas, brancos chegaram a 39,6% frente a 41,6% de pretos ou pardos.

Entre os 9,7 milhões de estudantes de ensino superior, 1,5 milhão (15,6%) frequentavam cursos tecnologicos em 2025, ante 10,5% em 2016. Homens tiveram maior participação em cursos tecnológicos no ensino superior (20,6%), enquanto mulheres representaram 12,1%.

No ensino médio, 8,8% dos 8,9 milhões de estudantes estavam em cursos técnicos ou normais em 2025, contra 7,0% em 2019. O total de alunos em ensino médio técnico chegou a 787 mil, alta de 21,5% desde 2019.

Entre 2019 e 2025 houve aumento de participação em cursos técnicos entre mulheres (+2,1 p.p.) e um crescimento mais modesto entre homens (+1,6 p.p.). Em 2025, brancos somavam 326 mil estudantes em ensino médio técnico, enquanto pretos ou pardos alcançavam 456 mil, com crescimentos de 20,3% e 23,9% respectivamente desde 2019.

No conjunto da população de 14 anos ou mais, 24,8 milhões (14,2%) frequentaram algum curso de qualificação profissional em 2025. O grau de instrução influenciou esse indicador, com 5,9% entre quem tinha até o ensino fundamental completo e 23,1% entre quem chegou ao ensino superior.

Quanto à origem institucional, 46,7% dos estudantes buscaram qualificação em estabelecimentos privados, 21,9% em Instituições dos Serviços Nacionais de Aprendizagem, 18,2% em instituições públicas e 13,2% no ambiente da empresa em que trabalhavam. Em 2024, a distribuição era 47,2% privadas, 21,5% SNL, 18,5% públicas e 12,8% no local de trabalho.

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