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Oito anos após lei pioneira, estados enfrentam desafios de vacinação escolar

Oito anos após lei pioneira, estados enfrentam resistência, registro fragmentado e desafios logísticos para vacinar nas escolas

Ações de imunização em escolas do Paraná que ajudaram na recuperação vacinal do estado
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  • O Paraná foi o pioneiro, em 2018, ao criar lei que exige carteira de vacinação atualizada para matrícula e rematrícula de estudantes; hoje pelo menos dezesseis estados possuem leis ou diretrizes semelhantes.
  • A ideia de transformar a escola em aliada da imunização visa aproximar adolescentes das salas de vacina e contribuir para a recuperação da cobertura vacinal, embora leis isoladas não garantam resultados.
  • Desafios incluem a necessidade de autorização escrita dos responsáveis e resistência de parte das famílias; alguns municípios passaram a permitir que pais acompanhem a vacinação nas escolas.
  • A partir de 2024, o sistema nacional passou a registrar se a dose foi aplicada na rotina, na intensificação ou dentro do ambiente escolar, permitindo dimensionar a prática; em 2025, mais de quatro mil municípios registraram ações de vacinação nas escolas.
  • No Espírito Santo, a estratégia mostrou avanço expressivo, com cobertura entre meninos subindo de 48% em 2018 para quase 95% em 2025, devido a uma parceria entre secretarias e comunidades escolares.

O Paraná foi pioneiro, em 2018, ao exigir a atualização da carteira de vacinação para matrícula e rematrícula de estudantes da rede pública e privada. A experiência inspirou outros estados a adotar medidas semelhantes, ampliando o debate sobre imunização nas escolas. No entanto, leis sozinhas não garantem alta cobertura vacinal.

Ao menos 16 estados já têm diretrizes relacionadas à exigência de atualização vacinal no ambiente escolar. Em muitos casos, se a família não autoriza ou não atende à exigência, o caso pode ser encaminhado ao Conselho Tutelar ou ao Ministério Público. A proximidade entre escola e saúde busca reduzir a queda de vacinação entre adolescentes.

A adesão à estratégia depende de ações conjuntas entre secretarias de Saúde e Educação, diálogo com docentes e participação das famílias. Além da autorização escrita, comunidades escolares têm buscado acompanhamento com pais para aumentar a confiança nas vacinas. O registro das doses aplicadas passou a ser mais visível a partir de 2024.

Paraná

No estado, a parceria entre a Secretaria de Saúde e a Secretaria de Educação foi crucial para superar resistências. A prática segue desdobrando-se com ações de comunicação positiva e acompanhamento nas escolas, inclusive com participação de pais durante a vacinação de crianças.

A atualização de registros ainda enfrenta desafios, pois municípios utilizam sistemas de informação diferentes, o que pode atrasar a consolidação de dados estaduais. Em 2025, mais de 4.000 municípios registraram ações de vacinação em escolas, segundo o Programa Nacional de Imunizações.

Espírito Santo

Em 2018, o Espírito Santo já acompanhava mais sistematicamente o indicador de vacinação escolar, com resultados progressivos. A cobertura entre meninas subiu de 54% e entre meninos de 48% para patamares próximos de 95% em 2025, segundo autoridades locais.

A estratégia envolve parceria entre programas de imunização, atenção primária, educação e comunicação, com resultados considerados sustentáveis pela coordenação estadual. A articulação entre saúde e educação continua sendo desafio comum em diversos municípios.

Panorama nacional

O Ministério da Saúde passou a apoiar financeiramente ações de vacinação em escolas desde 2023, ampliando campanhas, busca ativa e atendimento extra. A ampliação do registro de ações escolares facilita a visualização de uma prática que já ocorria, mas era pouco acompanhada pelos sistemas oficiais.

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