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Geração nem-nem: busca ativa para jovens que abandonam a escola

IBGE confirma queda do analfabetismo abaixo de cinco por cento; porém 8,1 milhões de 15 a 29 anos são nem-nem, 17,5% desse grupo

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  • IBGE aponta queda do analfabetismo no Brasil, abaixo de cinco por cento, com desigualdades mais presentes entre pretos e regiões Norte e Nordeste.
  • Há 8,1 milhões de pessoas entre 15 e 29 anos que não trabalham, não estudam e não fazem qualificação, equivalente a 17,5% desse grupo.
  • A evasão escolar caiu nos últimos anos, mas ainda afeta muitos; são 7,9 milhões de jovens de 14 a 29 anos que não completaram o ensino médio.
  • Cláudia Costin defende busca ativa de jovens que abandonam a escola para reduzir o abandono escolar.
  • O estudo comenta possíveis efeitos do Pé-de-Meia e de escolas em tempo integral, além de gargalos de creches e da importância da pré-escola para o desenvolvimento.

Pelo segundo estudo divulgado pelo IBGE nesta sexta-feira, 19, a taxa de analfabetismo no Brasil caiu abaixo de 5%. O levantamento, da PNAD Contínua da Educação, aponta ainda que o país tem 8,1 milhões de jovens de 15 a 29 anos que não trabalham, não estudam e não buscam qualificação, equivalentes a 17,5% desse grupo. A evasão escolar, porém, continua alta, com 7,9 milhões de jovens entre 14 e 29 anos sem concluir o ensino médio.

A queda do analfabetismo ocorre principalmente entre pessoas com até 39 anos, mas a desigualdade persiste, sendo mais evidente entre negros e nas regiões Norte e Nordeste. Dados indicam avanço, embora o desafio permaneça para a população mais velha.

A pesquisa também destaca uma redução de 8% naqueles que não estudam nem trabalham nos últimos dois anos. O conteúdo sugere que políticas públicas associadas ao programa Pé-de-Meia contribuíram para esse recuo, ao incentivar a conclusão do ensino médio e a participação no Enem. A ampliação de escolas em tempo integral também é citada como fator facilitador.

Para a pesquisadora, Cláudia Costin, é necessário ampliar ações de busca ativa de jovens que abandonam a escola. Em entrevista, Costin elenca políticas para aprimorar resultados e reforça a importância da educação integral no ensino fundamental para acompanhar defasagens e reduzir a repetência.

O que os números indicam sobre analfabetismo e acesso?

A queda do analfabetismo é mais expressiva entre jovens, mas a concentração persiste entre idosos. O sistema público de educação de adultos é bem estabelecido, contudo a parcela mais velha tem menos procura. A desigualdade segue maior entre pretos e moradores das áreas menos favorecidas do país.

E sobre jovens nem-nem e evasão escolar?

O relatório aponta que a maior incidência de nem-nem ocorre entre meninas, associada a gravidez e responsabilidades domésticas. A evasão escolar mantém-se alta, embora haja sinais de melhoria, atribuídos em parte a políticas voltadas à permanência e ao tempo integral.

Qual a visão sobre serviços de creche e educação infantil?

A nota ressalta gargalos na oferta de vagas e no transporte escolar, que impactam mães com bebês. A necessidade de creches com espaço adequado e localização acessível é destacada, além da importância de ampliar a licença materna e paterna para o desenvolvimento infantil.

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