- Orquestra Sinfônica Juvenil Chiquinha Gonzaga, formada por jovens da rede pública do Rio, segue para a sexta turnê internacional na China, com apresentações em Xangai e Pequim por quinze dias.
- O repertório combinará obras brasileiras e composições chinesas, em alinhamento com o Ano Cultural Brasil-China.
- A turnê é anunciada pela diretora executiva Moana Martins, e a orquestra já realizou concerto no Corredor Cultural da Central do Brasil, na terça-feira.
- A OSJCG trabalha com formação em três etapas, incluindo Abre Alas e Academia de Monitoras; atualmente são 58 musicistas, com acesso a instrumentos.
- Nathaly Joyce, de 21 anos, integra a equipe e cursa bacharelado em Música na Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio); para ela, a música é forma de expressão.
A Orquestra Sinfônica Juvenil Chiquinha Gonzaga, formada por jovens das redes públicas do Rio de Janeiro, parte para a sexta turnê internacional nesta sexta-feira. A iniciativa envolve estudantes de escolas públicas e é liderada pela OSJCG, que atua há cinco anos. A viagem será à China, com apresentações em Xangai e Pequim dentro do Ano Cultural Brasil-China.
A apresentação do grupo ocorreu nesta terça-feira no Corredor Cultural da Central do Brasil, com repertório de música brasileira e homenagens a Tom Jobim, Chico Buarque, Alceu Valença e Vinicius de Moraes. Também foram incluídas composições chinesas para a preparação da missão internacional.
Nathaly Joyce, de 21 anos, é aluna de música com bacharelado em flauta na Unirio e integra a equipe que viaja. Ela destaca a expressão que a prática musical oferece e afirma estar animada com o intercâmbio cultural e a continuidade dos estudos.
Turnê na China
Segundo Moana Martins, diretora-executiva da OSJCG, o grupo chega a território chinês para apresentações em duas cidades, no âmbito do Ano Cultural Brasil-China. A primeira estada está prevista para durar 15 dias. A diretora ressalta o protagonismo da educação pública brasileira na representação cultural do país.
Moana destaca que a orquestra apresentará obras de Villa-Lobos, Tom Jobim, Camargo Guarnieri, Gilberto Gil e Luiz Gonzaga, entre outras, preservando a diversidade da cultura nacional. A equipe viaja com o objetivo de ampliar o intercâmbio cultural e ampliar a experiência das alunas.
A OSJCG já realizou apresentações em Portugal, Espanha, Suíça, França e Estados Unidos. Em maio, o grupo atuou para o Papa no Vaticano, em uma ocasião descrita pela diretora como marcante para as integrantes.
Formação musical e inclusão social
A OSJCG foi criada para promover a inclusão por meio da música. O projeto funciona com três etapas de formação, incluindo a etapa Abre Alas, voltada a meninas a partir dos 7 anos. Mais de 900 participantes recebem formação e instrumentos.
A segunda etapa permite que as alunas concorram a vagas na orquestra por meio de edital semestral. Atualmente, são 58 musicistas no grupo. A terceira etapa, a Academia de Monitoras, prepara estudantes universitárias para atuar como instrutoras e técnicas administrativas.
As integrantes podem permanecer até os 22 anos, com possibilidade de continuidade no projeto como professoras. O objetivo é oferecer autonomia e espaço de atuação social por meio da atuação musical.
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