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ENAMED passa a ser obrigatório para médicos e traz mudanças

Exame Enamed exige nota mínima para exercício da medicina; avaliação passa a valer para residência e histórico escolar, com críticas do CFM

O Enamed será usado como um método para avaliar os alunos e os cursos de Medicina no Brasil.
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  • O Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) passa a exigir nota mínima para exercer a medicina, com prova obrigatória para estudantes no 6º ano e nota incluída no histórico escolar; a pontuação mínima é de 60 pontos.
  • A prova terá 100 questões objetivas, duração de cinco horas, aplicada no dia 13 de setembro; as inscrições vão até 29 de junho e os resultados serão divulgados em 4 de dezembro.
  • O Enamed passará a servir também como prova teórica da Revalida para atuação no Brasil e será utilizado para avaliação de cursos; estudantes do 4º ano podem fazer apenas como diagnóstico, sem incluir a nota no histórico.
  • Cursos com desempenho ruim podem sofrer sanções do Ministério da Educação, como suspensão de vagas vinculadas a programas de crédito estudantil, redução de vagas autorizadas, suspensão de novos vestibulares ou cancelamento da autorização de oferta de vagas.
  • O Conselho Federal de Medicina critica a medida, afirmando que o Enamed não atesta proficiência prática; o MEC afirma que a avaliação é legal, amplia o monitoramento da qualidade e envolve supervisão dos sistemas estaduais de ensino.

Desde a semana passada, o Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) ganhou validade como lei, após assinatura de uma Medida Provisória pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A mudança institui o exame como critério para avaliar alunos e cursos de Medicina no Brasil.

Agora, para exercer a profissão, o estudante precisa alcançar nota mínima na prova. O Enamed será aplicado a cada seis meses e também funcionará como prova teórica do Revalida. A nota ficará registrada no histórico escolar do aluno. A medida decorre de dados do MEC de que cerca de um terço dos cursos não atingiu desempenho proficiente na edição anterior.

A norma já está em vigor, porém depende da aprovação pelo Congresso em até 120 dias para não perder validade. A mudança também cria um sistema nacional de avaliação de residência médica para todos os cursos de Medicina no País.

O que é o Enamed

O Enamed substituiu o Enade na avaliação de cursos de Medicina, buscando padronizar a qualidade da formação no Brasil desde o ano passado.

Mudanças com a MP

A MP amplia o papel do Enamed, valendo para avaliação de estudantes e cursos, com a nota computada no histórico. Também autoriza a avaliação da residência médica em âmbito nacional, antes restrita a programas específicos.

Detalhes da prova

A prova terá 100 questões objetivas, com cinco horas de duração. A correção emprega o Método de Angoff modificado, estimando acertos de um candidato minimamente competente. A nota mínima é 60 pontos e será repetida até alcançar certificação.

Quando e para quem

A prova será aplicada no segundo semestre deste ano, em 13 de setembro. As inscrições vão até 29 de junho e o resultado sai em 4 de dezembro. Estudantes no 6º ano são obrigados a fazer; do 4º ano podem fazer como diagnóstico sem incluir a nota no histórico.

Critérios e sanções

Cursos com desempenho insatisfatório podem enfrentar sanções do MEC, como suspensão de vagas vinculadas ao Fies e ao Prouni, redução de vagas autorizadas e suspensão de novos vestibulares. Em casos de reincidência, pode haver cancelamento da autorização para oferta de vagas.

Reações e posicionamentos

O Conselho Federal de Medicina crítica a MP, alegando que a avaliação não substitui qualificação clínica prática necessária. O CFM aponta que o Enamed não atesta proficiência para exercer a Medicina. O MEC afirma que a avaliação de cursos e estudantes é atribuição legal e que a medida amplia monitoramento da qualidade formativa.

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