- Doze policiais, incluindo um com metralhadora, intimidaram a diretora de uma escola infantil em São Paulo após o pai de uma aluna, sargento da Polícia Militar, contatar agentes para agir contra uma atividade sobre orixás.
- A atividade foi aplicada conforme a Lei Federal nº 10.639/2003, que tornou obrigatório o ensino de história e cultura afro-brasileira, utilizando o livro Ciranda de Aruanda, que aborda os orixás para crianças.
- A defesa afirma que tratar de orixás nas escolas é parte da cultura brasileira, comparando com estudos sobre mitologia greco-romana e o papel do cristianismo na história do país.
- Estudantes, familiares e movimentos sociais protestaram em defesa da Escola Municipal de Educação Infantil Antonio Bento, invadida por policiais militares.
- Dados de 2025 apontam que religiões de matriz africana sofrem violência e discriminação; o episódio é apresentado como racismo religioso praticado por um Estado policial-cristão, com cobrança de responsabilização dos agentes.
Doze policiais, incluindo um com arma de fogo, intimidaram a diretora de uma escola infantil em São Paulo. O ataque ocorreu após o pai de uma aluna, também policial militar, questionar uma atividade sobre cultura afro-brasileira. A escola aplicou a atividade conforme a Lei 10.639/2003.
Segundo relatos, os agentes invadiram o espaço educativo de forma abrupta, sem apresentar justificativa plausível. Professores relatam que os alunos participavam de uma leitura do livro Ciranda de Aruanda, voltada para apresentar os orixás de maneira pedagógica.
O pai da aluna contestou a atividade, o que motivou a intervenção policial. A diretora foi alvo de intimidação por parte dos PMs, em um episódio que gerou protestos de estudantes, familiares e movimentos sociais em defesa da escola.
Contexto: ensino de cultura afro-brasileira nas escolas
A prática pedagógica seguiu a legislação federal que estabelece o ensino de história e cultura africana como obrigação escolar. A leitura aborda mitologia e figuras de matrizes religiosas africanas dentro do currículo.
Pesquisas indicam que o tema orixá em escolas é parte de debates sobre identidade cultural brasileira. A abordagem busca entender festas populares, língua e tradições, sem descriminação de crédos e tradições religiosas.
Dados nacionais sobre intolerância religiosa
Religiões de matriz africana aparecem entre os principais alvos de violência e discriminação em relatos de violência escolar, segundo dados oficiais e estudos recentes. Relatos de violência física e verbal contra terreiros têm sido registrados por organizações de defesa dos direitos humanos.
O Disque 100 aponta incidência de intolerância religiosa como fenômeno recorrente no país. Especialistas destacam a necessidade de responsabilização correta de agentes públicos que praticam abuso de autoridade ou atuam como agentes de intimidação.
Entre na conversa da comunidade