- A edição 149 da Revista USP, associada à Faculdade de Educação, apresenta o dossiê Tempos e Espaços de Formação, com seis artigos sobre a formação de estudantes e educadores.
- O editorial aponta que os textos discutem tradições, permanências e inovações que moldam o desenvolvimento profissional e pessoal de educadores, intelectuais e estudantes.
- Denice Barbara Catani abre o dossiê com a reflexão sobre releitura, conectando Émile Faguet e Laure Murat, e vide a releitura como prática de atenção, memória e construção de si em tempos acelerados.
- O material também aborda os tempos e espaços de formação na USP desde os seus primeiros anos, como a presença de professores estrangeiros e a tentativa de não fragmentar o ensino.
- Outros artigos comparam obras de Emilio Mira y López e Lorenzo Luzuriaga para discutir a concepção de tempo na educação, e questionam se é possível reinventar os tempos e espaços da escola diante de mudanças culturais.
A edição número 149 da Revista USP, publicada pela Faculdade de Educação, estreia um dossiê que questiona tempos e espaços da formação de estudantes e educadores. O conjunto de artigos analisa tradições, permanências e inovações que moldam o desenvolvimento profissional. A publicação é gratuita e está disponível no Portal de Revistas da USP.
O dossiê, aberto pela professora Denice Barbara Catani, reinterpreta a releitura de textos a partir de Émile Faguet e Laure Murat. A obra enfatiza como reler amplia compreensão, memória e construção de si em tempos acelerados, mantendo a atenção estética como resistência intelectual.
Ao longo do material, os autores discutem a formação docente desde as primeiras décadas da então FFCL, hoje FFLCH. A análise destaca a participação de uma comitiva estrangeira, incluindo o antropólogo Claude Lévi-Strauss, que aportou ideias para a história da USP em 1934, quando as turmas eram mistas e o ensino buscava evitar fragmentação.
Outro estudo examina obras pedagógicas de Mira y López e Luzuriaga, vinculadas à Espanha e ao exílio na América do Sul. Os autores comparam discursos de psicologia do desenvolvimento e história da educação para entender como viagens moldaram conceptuações de tempo.
Também há uma reflexão sobre a possibilidade de reinventar tempos e espaços escolares. As pesquisadoras discutem a relação entre espaços como sala de aula e quadra, e tempos como dia e ano letivo, afirmando que esses aspectos educativos não são neutros e influenciam as caminhos formativos.
A revista, edição trimestral da Assessoria de Comunicação Social da USP, reúne seis artigos que dialogam com o ensino e a experiência formativa além dos muros escolares. O editorial destaca a abertura de caminhos para diferentes maneiras de ensinar.
A edição 149 já está disponível no Portal de Revistas da USP e pode ser acessada gratuitamente. As análises reunidas convidam a refletir sobre como educação, tempo e espaço se entrelaçam na formação de educadores, intelectuais e estudantes.
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