- O conselho de educação do Texas aprovou, por 9 votos a 5, tornar obrigatória a leitura de histórias bíblicas no currículo da rede pública estadual, atingindo cerca de 5 milhões de alunos.
- As leituras entram em vigor em 2030 e incluem trechos como Adão e Eva e o episódio da sarça ardente, em Moisés.
- A lista de leituras também traz obras de literatura inglesa, como Grandes Expectativas, de Charles Dickens, e A Tragédia de Júlio César, de William Shakespeare, além de trechos do Novo Testamento.
- Críticos de organizações de educação e de defesa das liberdades civis afirmam que a medida favorece o cristianismo em detrimento de outras tradições.
- A medida é vista por apoiadores como retorno de tradições judaico-cristãs e de valores históricos, gerando debates sobre a presença de crenças religiosas no ensino público.
O Conselho de Educação do Texas aprovou a inclusão obrigatória de leituras bíblicas no currículo da rede pública estadual. A medida afeta cerca de cinco milhões de estudantes e passa a valer a partir de 2030. O texto integra obras bíblicas ao lado de títulos de literatura clássica.
A decisão ocorreu nesta sexta-feira, com a aprovação de 9 votos a 5. Os defensores dizem que a iniciativa valoriza tradições judaico-cristãs que moldaram a história dos EUA. O currículo prevê leitura de trechos bíblicos, incluindo passagens como o chamado de Moisés e momentos de intervenção divina.
Entre as leituras obrigatórias, constam trechos do Antigo Testamento, como relatos de Adão e Eva, bem como a narrativa do Êxodo. Em paralelo, constam obras de literatura inglesa, como Grandes Expectativas e A Tragédia de Júlio César, ampliando o conjunto literário obrigatório.
O currículo também inclui textos de caráter histórico e ético, como discursos de figuras públicas. A lista oficial traz ainda obras de referência em história e filosofia, para completar o repertório estudado ao longo do ano letivo.
A medida tem gerado resistência de entidades educacionais e defensores das liberdades civis, que questionam a prioridade de conteúdos religiosos no ensino público. Organizações críticas argumentam que a iniciativa pode favorecer um único eixo religioso.
Dados sobre o tema indicam que o Texas já havia promovido a exibição dos Dez Mandamentos em salas de aula no ano anterior, decisão que recebeu apoio institucional. Recentemente, autoridades locais destacaram o papel da religião no desenvolvimento de valores cívicos.
Críticas e apoiadores apontam que o currículo busca equilibrar tradição religiosa com leitura de obras literárias amplas. O planejamento prevê avaliação de compreensão dos textos escolhidos, sem introdução de conteúdos excluídos de outras tradições.
A repercussão envolve debates sobre neutralidade religiosa na educação pública e o papel do currículo escolar na formação de estudantes. O governo estadual não divulgou detalhes adicionais sobre a implementação prática nas escolas.
Contexto e desdobramentos
- As leituras devem ser cumpridas por toda a rede pública estadual, sem exceções por distrito.
- O plano envolve o treinamento de docentes para a abordagem dos textos em sala de aula.
- Organizações de defesa das liberdades civis prometem monitorar a implementação e contestar eventuais desvios legais.
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