- Dados da PNAD Contínua Educação (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua em Educação), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontam queda do analfabetismo abaixo de cinco por cento pela primeira vez desde 2016.
- Entre 14 e 19 anos, 8,1 milhões de jovens afirmam não ter interesse em estudar.
- Em 2025, 8,4 milhões de pessoas com 15 anos ou mais não sabiam ler nem escrever (4,9% da população); em 2024, essa taxa era de 5,3%.
- Nordeste concentra 57,4% dos analfabetos no país, equivalente a 4,8 milhões; há desigualdades raciais: 2,8% dos brancos são analfabetos, 6,5% dos pretos ou pardos.
- Entre 60 anos ou mais, 7,3% dos brancos e 20,6% dos pretos ou pardos são analfabetos; 58% dos analfabetos correspondem a essa faixa etária.
O direito à educação, assegurado pela Constituição de 1988, não pode depender do local onde a pessoa vive, da raça, da idade ou da renda. O panorama educacional brasileiro revela desigualdades históricas que persistem de norte a sul.
Segundo a PNAD Contínua Educação, o IBGE aponta queda do analfabetismo para abaixo de 5% pela primeira vez desde 2016. Ainda assim, cerca de 8,1 milhões de jovens entre 14 e 19 anos declararam não ter interesse em estudar.
Entre 15 anos ou mais, 8,4 milhões não sabiam ler nem escrever em 2025, equivalente a 4,9% da população. Em 2024, a taxa era de 5,3%. A redução corresponde a aproximadamente 592 mil analfabetos a menos em um ano.
Desigualdades regionais
Mais da metade dos analfabetos está no Nordeste, com 4,8 milhões de pessoas, ou 57,4% do total. Entre brancos, 2,8% são analfabetos, vs. 6,5% entre pretos ou pardos, marcando diferença racial relevante.
Entre os maiores de 60 anos, a distância aumenta: 7,3% dos brancos são analfabetos, frente a 20,6% dos pretos ou pardos. Em 2025, idosos analfabetos somam 4,8 milhões, 58% do total do país.
Perspectivas e políticas públicas
Especialistas destacam que o problema exige mudanças estruturais na lógica de investimentos e políticas públicas. A ampliação de escolas em tempo integral em áreas vulneráveis é uma das medidas citadas, junto ao impulso ao ensino técnico integrado.
O ensino é visto como ferramenta estratégica para desenvolvimento e competitividade global. O desafio é não permitir que jovens percam a crença no potencial da educação para melhorar de vida e promover justiça social.
Caminhos para o futuro
Entre as ações enfatizadas estão a valorização dos professores, redistribuição de recursos e expansão de oportunidades de formação. A educação de qualidade é apresentada como saída para reduzir a influência de fatores históricos na aprendizagem.
O relatório do IBGE reforça a necessidade de tornar a educação um direito efetivo, não uma condição de nascimento. A produção de dados e monitoramento contínuo é apontada como crucial para medir avanços.
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