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Mais de 60% dos jovens dos EUA querem ser influenciadores

Mais de 60% dos jovens nos EUA e na Noruega desejam ser influenciadores; estudo aponta descompasso entre o desejo e a realidade financeira do setor

Mais de 60% dos jovens querem ser influenciadores, revela pesquisa dos EUA
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  • Pesquisa da Universidade de Wisconsin-Stout aponta que mais de 60% de crianças e jovens nos Estados Unidos e na Noruega querem ser influenciadores digitais ou youtubers.
  • A metodologia envolveu cartões com a frase “Quando eu crescer, eu gostaria de ser…” e, entre os adolescentes, grupos de discussão sobre planos acadêmicos.
  • Fama e dinheiro são os motivos citados; muitos veem criadores de conteúdo como pessoas muito famosas que ganham bem com atividades simples.
  • A realidade, porém, é diferente: quase metade dos criadores de conteúdo ganha menos de US$ 15 mil por ano, o que é baixo para o custo de vida.
  • Um exemplo positivo: estudo de área rural mostra um estudante que quer ser biólogo marinho inspirado por vídeos e conteúdos da internet.

Mais de 60% dos jovens entrevistados nos Estados Unidos e na Noruega desejam ser influenciadores digitais ou youtubers. O estudo revela que o interesse é alto entre crianças e adolescentes, com a internet como foco de carreira.

A pesquisa, conduzida pela Universidade de Wisconsin-Stout, reuniu participantes de ambos os países para entender planos de futuro ao responderem a frase Quando eu crescer, eu gostaria de ser… A abordagem incluiu grupos de discussão com adolescentes.

O estudo aponta que a fama e o dinheiro aparecem como motivos principais para essa escolha. Entre os alunos, muitos veem criadores de conteúdo como pessoas extremamente conhecidas que ganham bem com atividades simples na web.

Metodologia

O levantamento incluiu crianças do ensino fundamental e adolescentes. Em ambos os grupos, os pesquisadores pediram que os participantes completassem a frase central. Nos grupos de jovens, também houve debates sobre planos acadêmicos.

Mais de 60% disseram querer atuar na internet, e a opção ficou atrás apenas de profissões relacionadas ao círculo familiar ou de amigos. A influência das redes sociais é vista como algo próximo, porém nem sempre refletido na prática financeira.

Realidade financeira e mensagens dos alunos

O pesquisador Matthew Simoneau alerta para o descompasso entre a aspiração e a realidade do mercado. Cerca de metade dos criadores de conteúdo não alcança ganhos acima de US$ 15 mil por ano, valor considerado baixo para a vida típica nos EUA.

Apesar disso, há relatos positivos. Um estudante de área rural mencionou que conteúdos pesquisados pela internet o inspiram a seguir a carreira de biólogo marinho, mostrando que o interesse pode levar a caminhos educativos reais.

Observações adicionais

O estudo contextualiza que a popularidade de criadores de conteúdo nem sempre se traduz em estabilidade financeira. O relatório reforça a necessidade de entender a diferença entre desejo pessoal e renda efetiva no setor.

A pesquisa ocorre em meio a mudanças regulatórias no ambiente digital. A Meta ampliou recentemente restrições de conteúdo para menores no Instagram, Facebook e Messenger.

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