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O erro dos pais-mordomos e o impacto na resiliência dos filhos

Pais mordomos, sob hiperpaternidade, intervêm demais e criam pressão por sucesso, gerando crianças mentalmente mais frágeis

Foto: Minha Vida
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  • Pais mordomos são aqueles que intervêm em quase tudo na vida dos filhos, prática associada à hiperpaternidade.
  • A ideia central é que, embora o foco na criação seja comum, resolver cada problema dos filhos pode atrapalhar o desenvolvimento da resiliência.
  • Esse estilo de criação costuma ter traços de autoritarismo, com cobrança elevada de sucesso para as crianças.
  • O psiquiatra Daniel Amen alerta que exigir demais pode tornar as crianças mentalmente frágeis.
  • Fazer demais pelos filhos não favorece a formação de resiliência e autonomia.

Os pais buscam o sucesso dos filhos, mas nem sempre escolhem a forma certa de estimulá-los. Em muitos casos, há uma tendência de hiperpaternidade, que pode impedir o desenvolvimento da resiliência nas crianças. O tema é discutido por especialistas em educação parental.

Essa postura, chamada de “pais mordomos”, envolve intervenção em praticamente todos os aspectos da vida das crianças. Pais organizam rotinas, resolvem problemas e aperfeiçoam tudo, mesmo quando não é essencial.

Embora pareça favorecer a aptidão para enfrentar desafios, especialistas afirmam que esse estilo pode gerar efeito oposto. O psiquiatra Daniel Amen condiciona a ideia de que exigir demais pode deixar as crianças mentalmente frágeis, não fortalecidas.

O que são pais mordomos

Segundo Eva Millet, autora de Hiperpaternidade, o problema não é o cuidado, mas o excesso. A gestão ampla da vida infantil tende a cruzar limites que deveriam ser da própria criança. O estilo pode apresentar traços de autoritarismo.

Impactos na resiliência infantil

Psicólogos destacam que o excesso de ajuda inibe a autonomia e a tomada de decisões. Crianças não desenvolvem estratégias próprias para lidar com frustrações, quedas ou fracassos. O resultado pode ser menor preparo para a vida adulta.

Caminhos para uma criação equilibrada

Especialistas indicam buscar equilíbrio entre apoio e autonomia. Incentivar escolhas simples, estimular a solução de problemas e reconhecer erros como aprendizado são práticas recomendadas para fortalecer a resiliência sem perder o cuidado.

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