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Caso de vidro na água de professora: o que pode ocorrer com os envolvidos

Vidro em água de professora em escola municipal de São José dos Campos é investigado como lesão corporal; menores são apurados pelo ECA, sem pena de prisão

Professora afirmou que precisou buscar atendimento médico e que desenvolveu problemas psicológicos em razão do que sofre no emprego
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  • Professora Michele Ramos, de 37 anos, encontrou uma lâmina de vidro em um copo de água durante uma aula em escola municipal de São José dos Campos, na manhã de terça-feira (30).
  • O episódio envolveu um aluno que pegou água e exibiu a ação aos colegas; outros estudantes teriam presenciado e zombado, sem avisar a professora.
  • O caso é investigado como lesão corporal; por envolver menor de idade, não há responsabilização penal, mas pode haver ato infracional conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente.
  • Estudantes identificados por câmeras, Conselho Tutelar acionado; a ocorrência foi registrada como tentativa de lesão corporal e encaminhada à Delegacia de Polícia da Infância e Juventude de São José dos Campos.
  • Pais ou responsáveis podem responder civilmente pelos danos; medidas socioeducativas podem ocorrer conforme o caso; ainda não houve retorno da Secretaria Municipal de Educação ou da escola.

Durante a manhã de terça-feira (30), uma professora da rede municipal de São José dos Campos, Michele Ramos, de 37 anos, encontrou uma lâmina de vidro em um copo d’água durante uma aula. O episódio está sendo investigado como lesão corporal.

Segundo a defesa, envolve menores de idade, o que afeta a forma de responsabilização. Não há decisão definitiva sobre culpabilidade penal, pois, no caso de menores, pode haver responsabilização por ato infracional conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A apuração, porém, pode considerar a intenção por trás da ação.

A professora relata que precisou de atendimento médico e que sofreu abalos psicológicos relacionados ao episódio em sala de aula. A advogada cita que a tipificação dependerá da investigação, do contexto e do elemento subjetivo da conduta.

Os alunos que teriam visto o episódio ou feito comentários estão sujeitos a medidas diferentes conforme o papel de cada um. A omissão de agir para impedir o consumo da água pela professora não configura, por si, ato infracional.

A SSP-SP informou que os estudantes envolvidos foram identificados por meio de câmeras. O Conselho Tutelar foi acionado. A ocorrência foi registrada na Delegacia Eletrônica como tentativa de lesão corporal e encaminhada à DPJI de São José dos Campos.

A Secretaria Municipal de Educação de São José dos Campos e a direção da escola ainda não divulgaram as providências adotadas, segundo a CNN Brasil. A reportagem segue buscando as manifestações oficiais e o posicionamento da professora sobre o caso.

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