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Série Ser Menino: por que meninos precisam discutir equidade de gênero

Incluir meninos no debate pela equidade de gênero transforma normas relacionais, amplia a corresponsabilidade e fortalece a prevenção da violência

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  • Envolver meninos no debate sobre equidade de gênero ajuda a enfrentar normas de masculinidade que associam valor social a força, controle e dominação, contribuindo para a prevenção de violências.
  • Trabalhar apenas com meninas não resolve a desigualdade de forma estrutural, pois as normas relacionais permanecem e a responsabilidade pela mudança recai sobre elas.
  • Incluir meninos amplia a discussão para as origens das desigualdades, promovendo corresponsabilidade, políticas públicas sensíveis a gênero, raça e faixa etária.
  • A participação dos meninos torna todos convidados à responsabilidade pelo cuidado, respeito e prevenção, reduzindo misoginia, homofobia e violência entre pares, e promovendo maior liberdade emocional para eles.
  • Aliados aparecem ao questionar normas rígidas, assumir responsabilidade, intervir em violências, valorizar cuidado e escuta, apoiar liderança das meninas e buscar relações saudáveis baseadas em respeito, igualdade e consentimento, com visão interseccional.

A série Especial Ser Menino, feita em parceria com a Plan International Brasil, chega ao terceiro post com foco na participação de meninos no debate sobre equidade de gênero. A entrevista reúne a especialista Ana Nery para discutir caminhos de prevenção e transformação nas relações entre meninos e meninas.

Ana Nery aponta que trabalhar apenas com meninas não resolve as desigualdades estruturais. Ela destaca que normas de masculinidade desde a infância associam valor social à força, ao controle e à negação do cuidado, reforçadas por escolas, religiões e mídias.

Ela diz que incluir meninos amplia o foco da prevenção e permite questionar as normas que geram violência. Ao promover espaços educativos, a iniciativa busca reduzir violências e promover bem-estar para todos os jovens, não apenas para as meninas.

Por que envolver os meninos no debate

Segundo a especialista, a participação masculina desvia o eixo da proteção para a análise das relações que geram desigualdade. Abrir esse tema ajuda a visibilizar processos de socialização e a promover corresponsabilidade no cuidado.

Essa mudança facilita a reflexão sobre poder, conflitos e respeito. Assim, todas as pessoas passam a ser chamadas à responsabilidade por relações mais seguras, respeitosas e livres de discriminação.

Como os meninos podem ser aliados

  • Questionar normas rígidas de masculinidade
  • Assumir corresponsabilidade nas relações
  • Intervir diante de violências
  • Valorizar cuidado, empatia e escuta
  • Apoiar liderança e direitos das meninas

Como seriam relações saudáveis entre meninos e meninas

O conceito de relações saudáveis varia com o contexto, mas envolve respeito mútuo e igualdade de direitos. As relações devem permitir participação, expressão de opinião e limites sem coerção, com foco em diálogo e resolução não violenta de conflitos.

Na prática, práticas reflexivas sobre emoções, consentimento e diversidade fortalecem vínculos. A abordagem enfatiza também o olhar interseccional e a importância de políticas públicas que promovam igualdade de gênero, raça e classe.

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