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MP cobra explicações do Governo de SP após alunos passarem mal

Ministério Público cobra explicações do governo de São Paulo após alunos de escola estadual inalarem gás de batalhão da Polícia Militar próximo à instituição

Fachada da Escola Estadual Professor Paulo Roberto Faggioni
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  • Ministério Público abriu um pedido de explicações ao governo de São Paulo sobre o caso e deu prazo de trinta dias para resposta.
  • O questionamento envolve medidas tomadas pela gestão diante de alunos da escola estadual que passaram mal após inalarem gás de um batalhão da Polícia Militar, próximo da instituição.
  • Quatro adolescentes foram atendidos pela Secretaria Municipal da Saúde, sendo que dois precisaram ir a um pronto-socorro.
  • A SSP informou que o episódio está sob procedimento apuratório instaurado pela Polícia Militar para esclarecer as circunstâncias e tomar providências cabíveis.
  • O caso foi levado ao Ministério Público por representantes do PSOL, entre eles dois deputados e um vereador de São Paulo.

O Ministério Público de São Paulo pediu explicações ao governo estadual sobre as medidas adotadas após alunos de uma escola estadual terem inalado gás em região próxima a um batalhão da Polícia Militar. O pedido foi entregue nesta sexta-feira (3) pelo promotor João Paulo Faustinoni e Silva. O governo terá 30 dias para apresentar respostas.

O incidente ocorreu no dia 29 de março, no bairro Limoeiro, extremo leste da capital. Quatro estudantes da Escola Estadual Professor Paulo Roberto Faggioni passaram mal; dois deles foram encaminhados a um pronto-socorro. A escola fica próxima a um batalhão da PM, o que motivou questionamentos sobre riscos e prevenções.

A Secretaria da Segurança Pública informou que a ocorrência está sob apuração aberta pela Polícia Militar para esclarecer as circunstâncias. Em nota conjunta, SSP e a Secretaria de Educação disseram que o gás lacrimogêneo usado no treinamento do quartel foi percebido pelos alunos.

A denúncia foi apresentada ao Ministério Público por deputados do PSOL — Luciene Cavalcante, Carlos Giannazi — e pelo vereador Celso Giannazi, ambos da capital. O caso também levou autoridades a avaliar eventuais medidas preventivas para evitar incidentes semelhantes.

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