- Margarete de Arruda Morás, 51 anos, foi encontrada sem vida em um sítio da família na madrugada de quarta-feira, dias após as informações sobre as agressões na creche.
- A creche municipal de Cerquilho, no interior de São Paulo, instalou câmeras que registraram ao menos oito casos de agressão contra bebês na turma de 4 a 10 meses.
- Nos vídeos, Margarete empurra uma bebê de seis meses ao chão no dia 22 de junho e, no dia 23, empurra com força um paninho contra o rosto da criança.
- O caso resultou no afastamento da professora, abertura de boletim de ocorrência e comunicação ao Conselho Tutelar; a investigação estava em andamento.
- A família de Margarete afirmou que ela enfrentava problemas psicológicos e depressivos; a polícia aponta a possibilidade de autoagressão, mas o caso é investigado.
A professora Margarete de Arruda Morás, 51 anos, foi achada sem vida na madrugada de quarta-feira, em um sítio da família. O caso ganhou força após a prefeitura de Cerquilho, no interior de São Paulo, divulgar que ela havia agredido bebês na creche municipal onde trabalhava. Ao todo, oito crianças foram envolvidas nas investigações.
As investigações apontam que as agressões ocorreram nos dias 22 e 23 de junho, em uma turma de bebês de 4 a 10 meses. Imagens de câmeras de segurança, solicitadas pela Polícia Civil, mostram provocando empurrões e compressões na face de uma bebê de seis meses. A professora foi afastada imediatamente após as primeiras constatações.
A prefeitura instalou as câmeras com o objetivo de apurar denúncias anteriores. Um boletim de ocorrência foi registrado e o Conselho Tutelar foi informado. O caso foi acompanhado pela imprensa local e gerou comoção entre familiares de alunos.
Investigações e desdobramentos
A investigação segue em andamento, com a polícia Civil examinando imagens e depoimentos. O município informou que colabora com as apurações e reforça protocolos de proteção às crianças.
A família de Margarete se manifestou à polícia após o ocorrido. Segundo a defesa, a pedagoga enfrentava problemas psicológicos e episódios depressivos. O marido, que a encontrou, está em choque e não tem condições de comentar o caso.
Familiares de alunos relatam angústia com o que aconteceu na creche. Um familiar disse que a escola já havia sido assunto de investigações anteriores, mas não houve provas suficientes para ações adicionais. Os familiares dos bebês mencionaram impactos emocionais nas crianças.
A polícia informou que, no momento, trabalha com a hipótese de que Margarete possa ter atentado contra si própria. O caso permanece sob investigação para confirmar as circunstâncias da morte e eventuais vínculos com as agressões.
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