- O Museu Van Gogh anunciou que nove quadros antes considerados falsos foram reatribuídos ao artista, incluindo o retrato de Autorretrato de Oslo de 1889, visto como feito durante um surto psicótico.
- O estudo de cinco anos do museu usou pesquisa sistemática, acervos e tecnologia para sustentar as novas atribuições, expandindo o próprio cânone de Van Gogh.
- Entre as obras reatribuídas estão: Vaso de papoulas (1886), Vaso com cravos (1886), Natureza-morta com flores do prado e rosas (1886-87) e Natureza-morta com frutas e castanhas (outono de 1886).
- Outras peças reconhecidas recentemente incluem A Blute-Fin Mill (outono de 1886) e Vaso com mackerels e tomates (1886), que ainda passam por avaliação ou conclusão final em alguns acervos.
- Ainda existem Divergências: algumas obras, como Natureza-morta com peixe-espada e tomates, permanecem em análise ou com status ainda não final; o Panorama geral mostra maior abertura para o legado de Van Gogh no período em Paris e França.
A Van Gogh Museum de Amsterdã anunciou que a obra Oslo Self-Portrait (1889), anteriormente vista como provável falsificação, é autênticada como feita pelo artista. O estudo de cinco anos concluiu que é o único autorretrato pintado por Van Gogh durante um surto psicótico, abrindo novas leituras sobre seu estado mental.
Ao longo dos últimos anos, diversas obras consideradas duvidosas ganharam nova atribuição. A reavaliação é resultado de um programa sistemático de estudos em pinturas e desenhos, apoiado por coleções, acervos e técnicas científicas modernas.
O conjunto de reatribuições envolve peças produzidas nos últimos quatro anos da produção de Van Gogh, entre Paris e a França. A mudança é alimentada pela atuação de curadores experientes, arquivos, conservadores e equipamentos tecnológicos.
Novas reatribuições e casos específicos
Vase of Poppies, de 1886, no Wadsworth Atheneum, foi autenticada em março, após ficar guardada por três décadas. A partir das análises de suporte, camadas de base e pigmentos, os especialistas acreditam que foi pintada em Paris.
Vase with Carnations, de 1886, no Detroit Institute of Arts, ganhou confirmação oficial de autenticidade após estudo da Van Gogh Museum. A obra foi doada em 1990 com possibilidade de venda, mas não será colocada no mercado.
Still life with Meadow Flowers and Roses, de 1886-87, no Kröller-Müller Museum, passou por revisão em 2012, com base em exames que mostraram uma obra reutilizada. Acredita-se que Van Gogh retratou modelos artistas inicialmente.
Still Life with Fruit and Chestnuts, de 1886, no Fine Arts Museum de San Francisco, teve mudanças de status ao longo dos anos. Estudos recentes apontam possível autenticidade, com necessidade de análise adicional.
View of Auvers-sur-Oise, de 1890, no Rhode Island School of Design, foi confirmado como autêntico em 2016, após ficar em armazenamento e ter dúvidas levantadas anteriormente.
Sunset at Montmajour, de 1888, é a exceção entre as reatribuições. A tela, que parecia perdida, foi considerada autêntica em 2013 e esteve em exibição até 2018, pertencente a um proprietário anônimo.
Contexto e perspectivas
Todas as nove obras reatribuídas são da última fase de Van Gogh, quando atuou na França entre 1886 e 1890. A mudança reforça paralelos com Rembrandt, onde o número de obras aceitas variou ao longo de revisões de pesquisa.
Entre especialistas, porém, não há consenso. Walter Feilchenfeldt sustenta que muitas peças discutidas podem não ser autênticas. A Van Gogh Museum mantém o detalhamento de seu processo no site institucional.
Algumas obras continuam em circulação expositiva: Vase of Poppies, Vase with Carnations e Still life with Meadow Flowers and Roses estão emprestadas a uma exposição em Potsdam até 2 de fevereiro. Still Life with Fruit and Chestnuts e The Blute-Fin Mill pertencem a exibições em Frankfurt, até 16 de fevereiro.
Outras peças, como View of Auvers-sur-Oise, seguem em empréstimo para uma mostra em Detroit, com datas de 21 de junho a 27 de setembro de 2020.
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