Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Phillis Wheatley, poeta negra esquecida, moldou os EUA

Phillis Wheatley, primeira mulher negra escravizada a ter livro publicado nos EUA, moldou o debate sobre liberdade e resistência à escravatura

Phillis Wheatley: The unsung Black poet who shaped the US (Credit: Paul Matzner/Alamy)
0:00
Carregando...
0:00
  • Phillis Wheatley, capturada na África aos sete ou oito anos, tornou-se a primeira mulher afrodescendente nos EUA a publicar um livro de poesia.
  • Seu livro Poems on Various Subjects, Religious and Moral foi publicado em Londres em 1773, financiado pela Condessa de Huntingdon, tornando-a célebre ainda jovem.
  • Em 1774, Wheatley foi manumissionada pela família que a possuía; sua obra é marcada por uma abordagem cuidadosa sobre a independência, sem atacar abertamente o governo colonial.
  • Ela escreveu sobre acontecimentos importantes da época, como a resistência à tributação e a Massacre de Boston, mantendo uma posição que mesclava fé, ciência e referências culturais da época.
  • O legado de Wheatley é celebrado em museus, estátuas e exposições em Boston, incluindo eventos e reenactments ligados à Revolução e ao 250º aniversário da Boston Tea Party.

Phillis Wheatley, enslaved africana que viveu na América colonial, publicou um livro de poesia e ganhou reconhecimento internacional. Sua obra ajudou a questionar a hipocrisia da escravatura e impulsionou debates sobre liberdade.

Em 1773, copies de Poems on Various Subjects, Religious and Moral estavam no navio Dartmouth, que transportava chá para Boston. O lançamento em Londres financeou o livro, tornando Wheatley uma das primeiras poetas negras publicadas nos EUA.

Nascida na África Ocidental, Wheatley chegou a Boston aos oito anos e foi batizada pela família Wheatley, que teve papel importante em sua educação. Ela escreveu desde jovem e publicou pela primeira vez aos 13 anos.

Legado e contexto histórico

O romance entre a poeta e a vida revolucionária de Boston acontece perto da Festa do Chá, evento que marcou a resistência colonial. A obra de Wheatley circulou enquanto a cidade vivia tensões com a Coroa britânica.

Ela escreveu sobre temas religiosos, históricos e sociais, mantendo tom cuidadoso para não expor abertamente críticas políticas. Sua produção total pode superar as 100 composições, muitas curtas e bem construídas.

A despeito de ter sido tratada como propriedade, Wheatley foi reconhecida por sua afiação linguística e versatilidade. Historiadores destacam que sua poesia contrariou visões que a reduziam a estereótipo de submissão.

Reconhecimento contemporâneo

A trajetória da poeta inspira exposições e debates que celebram a fundação de direitos civis. Eventos de 250º aniversário da Revolução Americana incluem leituras, reconstituições históricas e mostras sobre Wheatley.

Instituições locais mantêm viva a memória da poetisa em espaços como o Old South Meeting House, museu que preserva a atmosfera de debates e da Tea Party. A cidade também destaca sua trajetória no patrimônio público.

Phillis Wheatley faleceu aos 31 anos, em pobreza, possivelmente sepultada em tumbas sem registro em Copp’s Hill. Seu legado, contudo, permanece como exemplo de resistência poética em meio à escravatura.

Programação e comemorações

A coordenação Revolution 250 planeja apresentações, exposições fotográficas e uma reconstituição da Tea Party. A iniciativa reúne dezenas de organizações para valorizar a história revolucionária.

Artistas contemporâneos ajudam a manter a relevância de Wheatley. Obra e vida da poeta ganham novas leituras em pesquisas acadêmicas, peças de teatro e projetos culturais que destacam sua voz histórica.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais