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Como avaliamos vinhos no Decanter World Wine Awards

Julgamento global no Decanter World Wine Awards reúne 245 juízes de 35 países, com degustação às cegas, protocolos padronizados e medalhas como referência

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  • O Decanter World Wine Awards (DWWA) reuniu judges de trinta e cinco países, totalizando aproximadamente 245 julgadores, incluindo ses: 63 Master of Wine e 24 Master Sommeliers, para a 23ª edição em 2026.
  • O concurso é cego, mas utiliza o conceito de “flight” regional para contextualizar os vinhos, com informações como safra, uva, envelhecimento, açúcar residual e teor alcoólico disponíveis aos provadores.
  • Os vinhos são agrupados em faixas de preço; a avaliação considera as particularidades de cada faixa, buscando evolução da complexidade conforme o valor.
  • Em um dia de prova, a equipe não avalia mais de oitenta vinhos por provador, com painéis de pelo menos três juízes e discussões para chegar à nota final.
  • As medalhas vão de Bronze (86–89) a Ouro (95–96) e Platina (97–100); a decisão final envolve reprovas em painel, com foco na consistência entre panéis e a seleção de Top 50 Best in Show.

O Decanter World Wine Awards (DWWA) é a maior competição de vinhos do mundo, baseada em painéis de jurados internacionais e em um processo de avaliação especializado. Os Co-Chairs coordenam a organização e explicam como as notas são atribuídas, o que significam as medalhas e por que os resultados são um referencial global de qualidade.

Em 2026, durante a 23ª edição, jurados de 35 países viajaram ao Reino Unido para avaliar vinhos. No total, 245 avaliadores? entre Master of Wine e especialistas, incluindo sommeliers e compradores, compuseram o corpo técnico. A diversidade busca credibilidade e consistência nos julgamentos.

O erro de origem é impedido por um programa de avaliação às cegas, com controle rígido de embalagens e conservação das garrafas. Antes das sessões, os vinhos são distribuídos em voos regionais para respeitar o contexto de cada rótulo.

Os preços entram no protocolo de avaliação, agrupando vinhos em faixas de valor para ajustar as expectativas. O objetivo é reconhecer desde rótulos renomados até opções mais acessíveis, destacando qualidade, frescor e apelo de consumo.

Um dia típico de julgamento envolve no mínimo três jurados por painel, com pausas para evitar fadiga. Os participantes descrevem cada vinho e atribuem notas de até 100 pontos, acompanhadas de um parecer técnico.

As medalhas seguem critérios progressivos: Bronze (86-89), Silver (90-94) e Gold (95-96). Um painel discute os resultados antes de confirmar as pontuações finais, garantindo legitimidade ao processo.

Platina (97-100) pode surgir apenas após avaliações adicionais, com indicação dos Co-Chairs e do Regional Chair. Em seguida, os vinhos Gold e Silver passam por reavaliação para confirmar consistência entre painéis.

Para selecionar o Top in Show, uma rodada extra ocorre com cinco painéis especializados, avaliando os Gold de alto desempenho. Platina e Top 50 Best in Show emergem nesse estágio final, após análise criteriosa.

O foco do DWWA é destacar vinhos de qualquer origem, preservando o sigilo de produção durante as provas. A qualidade é medida pelo conjunto de evidências do painel, não por um único paladar.

Ao final, o relatório de resultados ressalta que a medalha é o principal reconhecimento, embora a pontuação também exista. Em 2026, quase 17 mil vinhos foram inscritos, com uma parte de destaque mantida para consulta pública no suplemento de premiações.

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