- O grupo de pesquisa Escravidão, Gênero e Maternidade da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP promove, nos dias 28 e 29 de maio, o 1º seminário internacional Gênero, Escravidão e Liberdade: Perspectivas da Historiografia Brasileira, na sala do Conselho Universitário, das 9h às 17h.
- O evento, realizado em parceria com o Instituto de Estudos Avançados (IEA) da USP, é o primeiro no Brasil em formato presencial a focalizar a interseção entre gênero e raça na longa duração da escravidão, reunindo estudos inéditos nacionais e internacionais.
- A coordenadora Maria Helena Pereira Toledo Machado apresentará um balanço de suas pesquisas em andamento e o próximo livro, Geminiana e seus filhos: uma história de escravidão e morte; maternidade e infância no Brasil do século XIX, que será lançado em junho pela editora Bazar do Tempo.
- O livro aborda o caso da Baronesa do Grajaú, em São Luís do Maranhão, destacando a trajetória de uma família escravizada e a visão da sociedade escravista da região.
- Enidelce Bertin, participante do evento, ressalta a importância do encontro presencial e do intercâmbio com pesquisadoras dos Estados Unidos para fortalecer o estudo de gênero e escravidão no Brasil.
O grupo de pesquisa Escravidão, Gênero e Maternidade, da USP, promove o 1º seminário internacional sobre Gênero, Escravidão e Liberdade. O evento acontece nos dias 28 e 29 de maio, das 9h às 17h, na sala do Conselho Universitário da USP, e marca a primeira edição presencial no Brasil centrada na interseção entre gênero e raça na escravidão.
Promovido pela FFLCH em parceria com o Instituto de Estudos Avançados, o seminário reúne pesquisadoras nacionais e internacionais para apresentar trabalhos inéditos sobre a vida de mulheres escravizadas e de suas descendentes, sob a ótica da historiografia. A coordenação fica a cargo da professora Maria Helena Pereira Toledo Machado, da FFLCH.
Além de apresentar o balanço de pesquisas em andamento, o evento destacará a produção de uma obra em processo sobre maternidade, escravidão e infância no Brasil do século XIX, com foco em documentos como processos criminais e inventários. O livro, com lançamento previsto para junho, aborda casos históricos sob nova leitura, com ênfase na família escravizada.
Vozes silenciadas
Adriana Santana, pesquisadora do grupo, integra a programação que aborda temas como as relações entre escravidão e maternidade, com participação de pesquisadores de outras instituições. A participação de docentes estrangeiras também está no roteiro, fortalecendo o intercâmbio acadêmico sobre o tema.
A pós-doutoranda Enidelce Bertin, do Instituto de Estudos Brasileiros, destaca que o seminário presencial favorece o intercâmbio entre pesquisadores brasileiros e americanos. Ela comenta que as cartas de alforria e outros documentos revelam as condições vividas pelas escravizadas e ajudam a compreender a genealogia da escravidão no Brasil.
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