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Resultados do painel de degustação do Stellenbosch Cabernet Sauvignon 2017

Quarenta e três vinhos avaliados de Stellenbosch Cabernet Sauvignon 2017; um excepcional, sete excelentes, vinte e um altamente recomendados e quatorze recomendados

2017 Stellenbosch Cabernet Sauvignon
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  • Foram avaliados 43 vinhos Cabernet Sauvignon de Stellenbosch 2017, com 1 classificando como Exceptional, 7 como Outstanding, 21 como Highly recommended e 14 como Recommended.
  • Vinhos do leste da região apresentaram frescor e boa estrutura de taninos; dois dos Outstanding são dessa área.
  • Jonkershoek foi destaque com o Neil Ellis, Cabernet Sauvignon descrito como “fresh, fresh and fresh” pela equipe de degustação.
  • Banghoek, no norte, rendeu dois dos melhores vinhos, com elegância e perfume; Bottelary teve pelo menos um Outstanding e é conhecida por ser mais sunny, frutado e potente.
  • O 2017 foi elogiado pela elegância e equilíbrio, com uso moderado de carvalho novo, condições de seca ajudando ripening uniforme e maior concentração.

O painel de degustação da Cabernet Sauvignon de Stellenbosch 2017 avaliou 43 vinhos, em sessão conduzida por Malu Lambert, Andy Howard MW e Roger Jones. Ao todo, houve 1 vinho classificado como Excepcional, 7 como Excelente, 21 como Altamente Recomendado e 14 como Recomendado. As provas foram às cegas.

A análise aponta uma evolução na elegância e equilíbrio do Cabernet Sauvignon sul-africano. Os jurados destacaram teor alcoólico moderado na maioria dos rótulos e tendência de reduzir o uso de carvalho novo. O ano de 2017 beneficiou de condições de seca antes de 2018, com maturação uniforme e maior concentração.

Panorama regional e notas de estilo

A região de Stellenbosch apresenta diversidade marcada por altitude e relevo montanhoso. Em áreas mais próximas ao Atlântico, houve vinos com frescor acentuado e tanninos bem estruturados. Jonkershoek destacou-se pelo frescor típico da área, especialmente no Neil Ellis, Jonkershoek Cabernet Sauvignon.

Em Banghoek, no norte, as melhores expressões mostraram elegância e perfume, com vinhedos em solos de arenito e granito. Bottelary, no noroeste, tradicionalmente mais ensolarado, resultou em vinhos mais frutados e potentes. Os avaliadores ressaltaram que muitas dessas categorias mostram um estilo próximo ao de Bordeaux, com equilíbrio entre fruta, estrutura e finesse.

Observações dos avaliadores

Howard enfatizou a impressão de que a safra 2017 elevou o padrão de qualidade, destacando que o Cabernet sul-africano voltou a conciliar elegância com caráter. Jones concordou, apontando que o período de seca contribuiu para menor pressão de doenças e maior expressed de acidez e maturação fenólica. Os jurados também destacaram que o conjunto de vinhos pode ter boa capacidade de guarda, com alguns prováveis de serem conservados até 2035.

Sobre a mostra e os juízes

Os vinhos foram provados às cegas para evitar influências externas. Os jurados foram Malu Lambert, escritora e crítica de vinhos; Andy Howard MW, editor contribuinte da *Decanter*; e Roger Jones, crítico e comentador do setor de vinhos, com atuação em eventos e júris internacionais.

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