- Tribunal federal de apelação anulou a condenação de Pedro Hernandez, de 2017, no caso de Etan Patz, ordenando novo julgamento ou libertação.
- a decisão aponta falha nas instruções dadas ao júri, deixando em aberto a possibilidade de terceiro julgamento.
- Hernandez foi preso em 2012 após décadas de investigação; houve primeiro julgamento malsucedido, depois condenação no segundo, e agora pode haver um novo desfecho após oito anos.
- Etan Patz desapareceu em 1979, aos seis anos, e sua imagem ajudou a mudar hábitos de pais e campanhas de procura; hoje ele teria 52 anos.
- o relato inclui a visão de Louis K. Meisel, proprietário de galeria que acompanhou o caso, que disse estar surpreso com a decisão.
Etan Patz, cuja ausência moldou a conscientização sobre crianças desaparecidas, volta aos seus 6 anos neste caso que persiste há décadas. Na segunda-feira, um tribunal federal de apelações anulou a condenação de 2017 de Pedro Hernandez, antigo funcionário de uma bodega em SoHo, onde Patz desapareceu a caminho da escola. A decisão aponta falhas nas instruções ao júri e determina a possibilidade de novo processo ou liberação de Hernandez, a ser decidido pelo promotor distrital de Manhattan, Alvin Bragg.
O caso teve início com a prisão de Hernandez em 2012, após longa investigação policial. Houve um segundo julgamento em que Hernandez foi condenado após um constrangimento do júri, seguido de um pedido de mistrial. O tribunal de apelações avaliou que houve erro formal nas orientações dadas aos jurados, o que pode levar a um novo julgamento ou à libertação do réu.
A decisão abre a perspectiva de reavaliação no processo que já passou por reviravoltas ao longo de quase quatro décadas. A família de Patz acompanhou o desfecho com expectativa, enquanto autoridades locais avaliam os próximos passos no ritmo de uma investigação que marcou gerações.
Aspectos legais
A fala de figuras ligadas ao caso engloba reações heterogêneas, refletindo a complexidade de revisitar uma condenação antiga. O promotor Bragg deverá decidir se há base para um novo julgamento, mantendo o foco em apurar os fatos que envolvem o desaparecimento de Etan Patz em 1979, em Nova York.
Louis K. Meisel, que opera uma galeria de arte próxima ao local do crime, comentou o impacto emocional da decisão e a sensação de surpresa diante da possibilidade de nova fase processual. A história completa permanece como referência histórica sobre a segurança infantil e o papel da polícia na cidade.
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