- Delegada Lisandrea Colabuono, responsável pelo Núcleo de Operações e Articulações Digitais (Noad) da Polícia Civil de São Paulo, diz que, em um ano, a equipe salvou mais de três centenas de meninas de arenas virtuais que promovem automutilação, estupros virtuais e outros crimes.
- A violência online, segundo a delegada, evoluiu: hoje as vítimas chegam a se ferir com mais gravidade, não apenas com arranhões.
- Sinais para os pais incluídos pela policial: mudança brusca de comportamento, piora nas notas, vocabulário novo e alerta para não deixar o algoritmo conhecer o filho melhor do que ele.
- Explicação sobre redes sociais: os algoritmos usam dados de curtidas, comentários e tempo de uso para indicar conteúdos, o que pode manter usuários por mais tempo na plataforma e favorecer riscos como vício, violência e exploração.
- Canais de denúncia e apoio: nucleo.noad@sp.gov.br, Disque Denúncia 181, CVV 188, Canal Pode Falar e contatos de Caps e do Mapa da Saúde Mental.
O Núcleo de Operações e Articulações Digitais (Noad) da Polícia Civil de São Paulo informou que, em um ano, a equipe já resgatou mais de 300 meninas de arenas virtuais que promovem automutilação, estupros virtuais e incitação ao suicídio. A decisão de atuar ocorreu diante do aumento da violência online, segundo a delegada Lisandrea Colabuono, responsável pelo núcleo.
A delegada explicou que, no início, as vítimas eram expostas a cortes com objetos simples, mas o padrão evoluiu para agressões mais graves. A atuação envolve a restrição de uso de celulares e de telas para crianças e jovens, como primeira medida de proteção, destacando a necessidade de educação digital e de diálogo familiar.
Sinais que devem chamar a atenção dos pais
Mudanças bruscas de comportamento, com alteração do ciclo dia/noite, devem acender o alerta. Queda no rendimento escolar também pode ocorrer devido à insônia causada pela atividade online, com noites passadas em jogos. O vocabulário novo entre os jovens também é apontado pela autoridade.
Outra orientação é evitar que o algoritmo conheça o filho melhor que a família. A delegada ressalta que os conteúdos podem instrumentalizar tanto agressor como vítima, sem necessidade de acesso à deep ou dark web, já que muitos casos ocorrem em plataformas de uso comum.
As redes sociais, por meio de algoritmos, coletam dados de curtidas e tempo de visualização para criar conteúdos personalizados, aumentando o tempo de permanência e o potencial de consumo de conteúdos prejudiciais. O risco envolve violência, pornografia infantil e extremismo.
Canais para denúncias
O canal oficial do Noad é nucleo.noad@sp.gov.br, utilizado para receber denúncias e dúvidas, com orientação médica e jurídica conforme o caso.
Onde buscar ajuda
Para sofrimento psíquico, o Noad oferece apoio via o e-mail acima e o Disque Denúncia 181. O CVV funciona 24 horas, pelo chat, e-mail ou 188. O Canal Pode Falar, do UNICEF, atende adolescentes de 13 a 24 anos via WhatsApp. No SUS, os Caps Infantojuvenis têm atendimento específico para crianças e adolescentes. O Mapa da Saúde Mental reúne unidades e iniciativas gratuitas de apoio psicológico.
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