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Brasil celebra avanços no combate ao HIV no Dia Mundial de Luta contra o HIV

Dia Mundial de Luta contra o HIV destaca avanços do SUS e metas de 2030, mas alerta riscos globais com 1,3 milhão de novas infecções em 2024

© Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
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  • Primeiro de dezembro é o Dia Mundial de Luta contra o HIV e marca o início do Dezembro Vermelho, com ações para enfrentar desinformação, discriminação e fortalecer cuidados em saúde.
  • Em dois mil e vinte e quatro, a Unaids aponta quarenta milhões e oitocentos mil pessoas vivendo com HIV no mundo, com um milhão e trezentos mil novos casos e nove milhões e duzentas mil ainda sem tratamento.
  • No Brasil, foram quarenta e seis mil quatrocentos e noventa e cinco novos casos em dois mil e vinte e três, com maioria entre pessoas autodeclaradas negras e homens que fazem sexo com homens, além de aumento entre gestantes.
  • Em dois mil e vinte e três, o país registrou dez mil trezentos e trinta e oito óbitos por AIDS; avanços incluem eliminação da transmissão vertical e melhorias promovidas pelo SUS.
  • Metas para dois mil e trinta incluem diagnosticar noventa e cinco por cento, tratar noventa e cinco por cento e manter esse grupo com carga viral indetectável, visando reduzir incidência e óbitos em noventa por cento desde dois mil e dez.

O Dia Mundial de Luta contra o HIV, celebrado nesta terça-feira, reacende o debate sobre avanços e desafios no enfrentamento da doença. Dados da UNAIDS mostram que, em 2024, houve 1,3 milhão de novas infecções e 9,2 milhões de pessoas ficaram sem tratamento. No Brasil, 46.495 novos casos foram registrados em 2023, com destaque para grupos com maior vulnerabilidade.

Em 2023, o país também teve 10.338 óbitos por AIDS. A mortalidade permanece concentrada em populações negras e em homens que têm relações com homens (HSH). O país comemora avanços conseguidos pelo SUS, incluindo a eliminação da transmissão vertical e metas de diagnóstico e tratamento até 2030.

Dados globais e metas nacionais

A ONU alerta que décadas de progresso correm risco diante de interrupção de programas e cortes no financiamento. No Brasil, o objetivo é diagnosticar 95% das pessoas com HIV/AIDS, tratar 95% dos diagnosticados e manter 95% com carga viral suprimida até 2030, reduzindo a incidência e óbitos em 90%.

No aspecto demográfico, 63% dos óbitos por AIDS em 2023 ocorreram entre pessoas negras. A via de transmissão permanece majoritariamente sexual, especialmente entre 13 anos ou mais. Entre gestantes, há aumento de detecção, com 3,3 casos por mil nascidos vivos em 2023.

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