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Morto por leoa em jaula; detenção excedeu tempo permitido, diz polícia

Jovem de 19 anos morre após invadir recinto de leoa em parque de João Pessoa; liberação ocorreu por atraso na revisão da custódia

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  • Gerson de Melo Machado, 19 anos, morreu após invadir o recinto de uma leoa no Parque Zoobotânico Arruda Câmara, em João Pessoa, Paraíba.
  • Ele estava em liberdade desde outubro, quando a prisão preventiva foi revogada por decisão que apontou atraso na revisão da custódia, prevista a cada 90 dias.
  • A leoa, apelidada Leona, atacou pelo pescoço; o laudo do IML não aponta consumo do corpo, apenas que a morte ocorreu por causas não detalhadas.
  • O juízo entendeu que manter a prisão seria mais severo que a pena provável, ressaltando a ausência de periculum libertatis e o tempo já cumprido na custódia.
  • A prefeitura investiga o ocorrido; o zoológico pretende elevar medidas de contenção, incluindo possível instalação de cerca elétrica no recinto.

O jovem Gerson de Melo Machado, 19 anos, morreu ao invadir o recinto de uma leoa no Parque Zoobotânico Arruda Câmara, o Bica, em João Pessoa (PB). Ele havia sido colocado em liberdade após decisão judicial em outubro, que reconheceu a ilegalidade da permanência da prisão. A decisão considerou a demora na revisão da custódia, prevista a cada 90 dias, como violação de princípios constitucionais.

Machado estava preso cautelarmente desde julho de 2025, acusado pelo Ministério Público de furto qualificado. O juízo destacou que a custódia de 99 dias extrapolou o prazo legal para a revisão da necessidade de prisão, e que não havia risco suficiente para manter a prisão. O jovem era tecnicamente primário e tinha 19 anos na época do fato.

A leoa, apelidada Leona, é um animal exótico de 18 anos e 130 kg criada no próprio parque. Segundo a equipe do zoológico, o ataque ocorreu pelo pescoço e não houve consumo do corpo. A vítima não apresentava violência prévia que justificasse a prisão, conforme o laudo do IML.

Investigação e perícias

A prefeitura de João Pessoa informou que investiga as circunstâncias do episódio. A Semam colabora com as autoridades competentes para apurar falhas de segurança e condições do recinto. A equipe do zoológico adotou medidas de contenção para evitar novos incidentes. Leona permaneceu sob supervisão após o incidente.

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