- Merrill lança Phreeli, uma operadora móvel virtual (MVNO) nos Estados Unidos que promete anonimato quase total, com identificação zero e pagamentos via criptomoedas.
- O sistema usa provas de zero conhecimento e a rede Tor para credenciais de serviço, mantendo o CEP como única informação pessoal coletada no cadastro.
- A infraestrutura é fornecida pela T-Mobile, mas a Phreeli decide quais dados identificar e como protegê-los, buscando separar a identidade das atividades no sistema.
- Merrill tem histórico de luta contra a vigilância governamental, incluindo derrota judicial em caso de ordem NSL e criação da Calyx Institute para promover privacidade digital.
- A empresa afirma que o objetivo é oferecer privacidade maior que as grandes operadoras, com controles para evitar abusos como spams e robocalls.
Nicholas Merrill, veterano de privacidade digital, lançou hoje Phreeli, uma operadora MVNO nos EUA que promete anonimato quase total. A empresa usa a infraestrutura da T-Mobile, mas administra quais dados são coletados e como são usados, buscando reduzir a identificação vinculada ao usuário.
Merrill já conduziu uma longa luta contra a vigilância do governo, incluindo uma batalha de mais de uma década contra o FBI e o Departamento de Justiça após receber uma National Security Letter em 2004. Ele também criou o Calyx Institute, dedicado a ferramentas de privacidade, antes de partir para o modelo de operadora de telefonia.
Phreeli funciona como uma camada de privacidade entre o usuário e a rede móvel. Para isso, utiliza provas de conhecimento zero e permissões de pagamento em criptomoedas, como Zcash ou Monero, para dissociar identidade e faturas. O cadastro mínimo coleta apenas o CEP, por exigência tributária.
Tecnologia e funcionamento
A empresa apresenta o que chama de Double-Blind Armadillo, um sistema de credenciais que confirma pagamentos sem armazenar dados sensíveis. Usuários podem optar por eSIM, endereço de entrega que é apagado após o envio ou Tor para navegação anônima. A ideia é manter a experiência de uso próxima da de um provedor convencional, porém com menos dados ligados à identidade.
A operação utiliza a rede da T-Mobile, enquanto as decisões sobre dados do usuário ficam sob controle da Phreeli. Merrill afirma que, mesmo com recursos de anonimato, a plataforma não pretende incentivar atividades ilegais e planeja restringir abusos, limitando chamadas e mensagens ou banindo usuários suspeitos.
Entre na conversa da comunidade