- O site Mr DeepFakes encerrou as atividades em 4 de maio, alegando perda de dados causada por um provedor crítico.
- Investigações indicam ligações a estruturas criminosas; a análise sugere vínculos com redes que usam os mesmos ISPs de grupos criminosos.
- O portal era a vitrine de deepfake pornográfico não consensual e possuía um fórum onde usuários encomendavam conteúdos personalizados.
- Em 2024, o governo do Reino Unido chegou a considerar criminalizar a produção e a disseminação de deepfakes sexuais, e o site bloqueou usuários britânicos naquele ano.
- Especialistas afirmam que o deepfake porn se tornou comum e acessível, com conteúdos e técnicas se espalhando após o fechamento do site.
O site Mr DeepFakes, referência mundial de deepfake porn não consensual, encerrou suas atividades em 4 de maio. A mensagem na página atribuía o desligamento a uma perda de dados causada por um provedor crítico. Investigações apontaram ligações com estruturas criminais. governos já estudavam criminalizar o deepfake sexual, com bloqueio temporário de usuários no Reino Unido em 2024.
O conteúdo do site era apenas a vitrine de um sistema maior. Seu “núcleo” era um fórum onde pedidos de deepfakes eram criados sob demanda, com ensino entre moderadores e usuários. Dados mostram que imagens falsas de mulheres eram criadas para humilhação pública.
Impactos e protagonistas
Patrizia Schlosser, jornalista alemã, expôs casos de deepfakes envolvendo sua imagem, buscando remoção e investigação. Sophie Compton, cineasta, monitorou o site para entender o ecossistema e o impacto das imagens criadas. A equipe de investigação Bellingcat avaliou ligações a provedores de serviço usados por redes criminosas.
A história de Mr DeepFakes é vista como sintomática da pornografia gerada por IA. Estima-se que as páginas tenham sido visualizadas bilhões de vezes, com o conteúdo degradante envolvendo figuras públicas e privadas. Técnicos usaram o fórum como oficina de aprendizado e prática de técnicas de deepfake.
Contexto técnico e histórico
O site surgiu após a proibição de deepfake porn em Reddit, em 2018. O criador, sob o pseudônimo deepfakes, defendia consentimento ausente, afirmando que era fantasia. O modelo de negócio incluía anúncios e uma assinatura paga em criptomoedas, registrando ganhos mensais variando entre milhares de dólares.
Mesmo com o desligamento, especialistas dizem que o problema persiste. A tecnologia já se disseminou, com ferramentas acessíveis em apps. Pesquisadores e jornalistas destacam a necessidade de respostas governamentais consistentes para coibir abusos.
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