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Assalto diurno: obras de Matisse e Portinari roubadas de biblioteca

Roubo na Biblioteca Mário de Andrade envolve treze obras raras de Matisse e Portinari; polícia investiga possível encomendado por rede de tráfico, van apreendida

Installation view of Do livro ao museu at the Biblioteca Mário de Andrade, showing works from Henri Matisse's 1947 book Jazz that were stolen in a robbery on 7 December Photo by Ding Musa
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  • O roubo ocorreu no domingo, 7 de dezembro, na Biblioteca Mário de Andrade, em São Paulo, durante horário de visitação.
  • Foram furtadas treze obras da exposição Do livro ao museu, resultando em oito gravuras de Matisse e cinco de Portinari.
  • Os criminosos entraram pela entrada principal, renderam um segurança e um casal idoso, quebraram uma vitrine e fugiram em uma van; a polícia acionada já identifica ao menos um suspeito.
  • A investigação aponta indícios de encomendação pela rede de tráfico de arte; a van foi apreendida e passa por perícia, com a Interpol avisada para evitar a circulação das obras.
  • As obras, de rara circulação, devem permanecer fora do mercado; acredita-se que não haja venda provável, dada a repercussão internacional e a atenção ao caso.

O roubo ocorreu na Biblioteca Mário de Andrade, em São Paulo, durante horário de visitação. Onze obras foram subtraídas de forma simultânea, todas exibidas na mostra Do livro ao museu, em parceria com o MAM-SP. Entre elas, oito gravuras de Matisse e cinco de Portinari.

Os criminosos chegaram pela entrada principal logo após a abertura, renderizaram um segurança e um casal de idosos, e quebraram uma vitrine para levar as peças. A polícia foi acionada rapidamente, mas os suspeitos já haviam fugido.

O conjunto roubado estava exposto na última sessão da mostra, que discutia a relação entre literatura, museus e bibliotecas. A segurança da instituição foi acionada, e imagens de câmeras foram entregues às autoridades para identificação.

Investigação e medidas

As autoridades identificaram ao menos um suspeito até o momento e apontam indícios de encomenda por uma rede de tráfico de arte. A fuga ocorreu em uma van, já apreendida para perícia. Interpol foi avisada para evitar a circulação das obras. A probabilidade de venda é considerada baixa pela raridade das peças.

Os trabalhos incluem cinco gravuras da série Menino de Engenho de Portinari e peças de Matisse que compõem o livro Jazz de 1947. A agência responsável informou que as obras contam com seguro e que medidas de proteção foram reforçadas na instituição. A Vigilância permanece em continuidade.

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