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Cuidado de corredor é endêmico no Reino Unido, aponta estudo

17,7% dos pacientes recebem cuidado em áreas de escalonamento — corredores, salas de espera, gabinetes e ambulâncias; prática endêmica, com riscos a grupos vulneráveis; governo promete dados de espera e ações para erradicar

The study found 17.7% of patients were receiving care in ‘escalation areas’.
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  • Novo estudo da Royal College of Emergency Medicine (RCEM), com rede de pesquisa Tern, analisou 165 A&E em março e mostrou que 17,7% dos pacientes eram atendidos em áreas de escalonamento, como corredores, salas de espera, cubículos, gabinetes e ambulâncias paradas por mais de quinze minutos.
  • A prática é apresentada como rotineira e insegura para grupos vulneráveis, contrária às diretrizes nacionais.
  • Os pesquisadores destacam que a situação representa um problema de segurança do paciente e que persiste fora do período mais crítico do inverno.
  • O governo prometeu divulgar dados de espera em corredores e tomar ações para erradicar a prática.
  • O Departamento de Saúde e Assistência Social afirmou que corridor care é inaceitável e anunciou medidas em curso para enfrentar o problema, apontando que levará tempo para reverter a situação.

O estudo conduzido pela RCEM/Tern analisou 165 departamentos de emergências (A&E) no Reino Unido em março, encontrando 17,7% de pacientes recebendo atendimento em áreas de escalonamento fora das unidades habituais. A prática envolve serviços em corredores, salas de espera, gabinetes, escritórios e ambulâncias que aguardam para descarregar pacientes.

Segundo os pesquisadores, o uso dessas áreas é comum e classificado como inadequado pela orientação nacional, configurando um risco para a segurança de pacientes, especialmente grupos vulneráveis como idosos, crianças e pessoas com condições mentais. A pesquisa destaca que a situação persiste mesmo fora do pico do inverno, reforçando a percepção de que o problema é contínuo.

O estudo descreve que as áreas de escalonamento incluem corredores, cubículos dobros, salas de espera, gabinetes e ambulâncias de espera para descarregamento por mais de 15 minutos. A divulgação ocorreu na revista médica Emergency Medicine e levanta a necessidade de dados oficiais para orientar ações de erradicação do uso dessas áreas.

Reação institucional

O presidente da RCEM, Dr. Ian Higginson, afirmou que a prática de atendimento em corredor é endêmica nos A&Es do Reino Unido e que o quadro observado no estudo reforça relatos de membros pelo país. Ele mencionou casos relatados de longas esperas e destacou a potencial gravidade de atrasos para pacientes frágeis, com riscos de piora clínica.

O governo britânico prometeu divulgar dados de espera em corredor e adotar medidas para eliminar a prática. O Department of Health and Social Care reiterou que o atendimento em corredor é inaceitável, sem lugar no NHS, e anunciou a publicação de dados de espera em corredor pela primeira vez para orientar ações. O governo também indicou que o processo de reversão da situação demanda tempo, mas aponta sinais iniciais de melhoria.

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