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ONGs do Reino Unido enfrentam cultura de medo com aumento de ameaças e violência

Comissão de Caridade alerta sobre normalização da hostilidade a funcionários e voluntários e orienta proteção, incluindo possível ocultação de nomes de membros do conselho

The Liverpool branch of an Afghan refugee centre was vandalised in March 2025. Photograph: LDRS
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  • A Charity Commission alerta que a hostilidade pública contra trabalhadores de organizações beneficentes tem se tornado mais comum, com ameaças de morte, assédio e vandalismo que alcançam staff, voluntários e beneficiários, online e nas ruas.
  • Em resposta, a instituição emitiu diretrizes formais de proteção a voluntários e recomenda revisão constante da segurança, incluindo reforço de portas e rotas de saída alternativas.
  • A comissão sinaliza a possibilidade de remover ou redigir os nomes de trustees do registro público para evitar identificação por extremistas.
  • Incidentes de violência, ameaças e abuso contra organizações que ajudam mulheres, refugiados, minorias religiosas, juventude, pessoas em situação de rua e locais de culto vêm aumentando desde os distúrbios de Southport, em 2024.
  • O presidente interino, Mark Simms, afirma que as charities não estão acima da lei e não devem ser usadas para fins políticos; a National Council for Voluntary Organisations deve divulgar um relatório sobre a cultura de medo no setor.

A Charity Commission alerta que a hostilidade contra equipes de caridade, voluntários e beneficiários está se tornando comum. A situação envolve organizações que ajudam mulheres, refugiados e grupos religiosos, além de locais de culto. A mensagem chega em meio a ameaças, violência e vandalismo relatados nos últimos meses.

A comissão lançou diretrizes formais para proteger trabalhadores voluntários e revisar a segurança das instituições. Em específico, pode recomendar a remoção ou redação de nomes de trustees para reduzir o risco de identificação por extremistas.

Desde os tumultos de Southport em 2024, várias entidades relatam aumento de violência, abusos e intimidações. A organização também enfatiza que o trabalho solidário não está acima da lei e que críticas legítimas devem ser discutidas sem agressão.

Medidas de proteção e orientação prática

As orientações destacam a necessidade de monitorar constantemente a segurança de funcionários, visitantes e instalações. Deve-se avaliar portas de entrada, rotas de fuga e horários de deslocamento, buscando reduzir riscos.

A autoridade pública ressalta que nem todas as críticas são válidas em termos legais, e que o objetivo é manter o ambiente institucional seguro. O texto também aponta que o registro público de trustees pode ser ajustado para evitar alvos indevidos por extremistas.

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