- O arquiteto Frank Gehry (1929-2025) tratava sua arquitetura como escultura, criando volumes de matéria, luz e espaço.
- Entre suas obras mais famosas estão o Museo Guggenheim Bilbao, finalizado em 1997, e a Fondation Louis Vuitton, em Paris, concluída em 2014.
- Gehry cultivou longas amizades com artistas, desenhou exposições para eles e realizou museus que atendiam às necessidades artísticas tanto quanto aos interesses de clientes bilionários.
- Seu estilo ganhou projeção com fachadas de titânio em Bilbao e formas curvas em Paris, associadas a uma estética de veleiro.
- Sobre exibir arte, ele dizia ouvir artistas há quatro décadas, oferecendo uma alternativa ao “white cube”; diretores de museus, contudo, tinham opiniões diferentes sobre Bilbao.
Frank Gehry, arquiteto-escultor de renome mundial, faleceu em 2025 aos 96 anos. Ao longo de sua carreira, ele discutiu a arquitetura como volumes de matéria, luz e espaço. Projetos como o Museo Guggenheim Bilbao, concluído em 1997, e a Fondation Louis Vuitton, finalizada em 2014, marcaram seu legado.
A visão de Gehry sempre privilegiou a experimentação estética em museus. Ele buscou atender às necessidades dos artistas e, ao mesmo tempo, atender aos desejos de clientes bilionários. Sua produção ficou associada a edifícios dinâmicos que desafiam o formato tradicional.
Para ele, o museu ideal deveria ir além do “white cube” e oferecer experimentação formal. Ao longo de décadas, manteve amizades estreitas com artistas e organizou exposições que refletiam essa afinidade. O estilo de Bilbao tornou-se referência de assinatura.
Carreira e estilo
Gehry manteve, em público, a ideia de que suas obras eram extensões da escultura. A geometria complexa de Bilbao ganhou fama internacional e firmou o conceito de arquitetura como experiência sensorial. O engenho de curvar superfícies ficou associado a seu modo de trabalhar.
Obras-chave e legado
Além de Bilbao e Paris, Gehry influenciou projetos museológicos ao redor do mundo. Sua abordagem buscou revelar o conteúdo artístico, não apenas exibir objetos, reconhecendo a visão de artistas com quem colaborou ao longo da vida.
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