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Quase metade das brasileiras acredita que não é tratada com respeito

11ª Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher aponta que 46% não recebem respeito; 79% percebem aumento da violência doméstica

Quase metade das brasileiras acredita que não é tratada com respeito, aponta pesquisa
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  • A 11ª edição da pesquisa aponta que 46% das mulheres Brasileiras não são tratadas com respeito no país.
  • 79% percebem aumento da violência doméstica.
  • O desrespeito nas ruas segue sendo citado por 49% das entrevistadas, o índice mais citado desde 2011.
  • O ambiente de trabalho é apontado como segundo espaço de desrespeito, com 24%, e 21% veem desrespeito no ambiente familiar.
  • Diferenças por escolaridade são significativas: 62% das mulheres não alfabetizadas dizem não ser respeitadas, 41% entre quem concluiu o ensino superior e 8% entre universitárias.

O DataSenado, em parceria com a Nexus e o Observatório da Mulher contra a Violência, divulgou a 11ª edição da Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher. A divulgação ocorreu nesta terça-feira, com 21.641 entrevistas realizadas com mulheres acima de 16 anos em todas as regiões do Brasil.

Entre os dados, 46% das entrevistadas dizem não ser tratadas com respeito no país. Além disso, 79% veem aumento da violência doméstica. No ambiente familiar, 21% percebem desrespeito, aumento de 4 pontos percentuais desde a última edição. O setor laboral permanece como segundo espaço de desrespeito, com 24%.

A pesquisa aponta diferenças regionais e por escolaridade. No Sul, 53% percebem desrespeito; no Nordeste, 50%; Sudeste, 48%; Centro-Oeste, 44%; Norte, 41%. Entre não alfabetizadas, 62% relatam falta de respeito, ante 8% entre universitárias, que indicam pleno respeito.

Desrespeito nas ruas domina as respostas há anos: 49% mencionam esse ambiente como o mais desrespeitoso. Esse dado, mantido desde 2011, reforça a percepção de um Brasil marcado pela misoginia, segundo as entrevistadas.

Segundo o levantamento, 8 em cada 10 mulheres acreditam que a violência doméstica aumentou no país; apenas 11% avaliam que as mulheres costumam denunciar seus agressores. O estudo reforça a persistência de desigualdades associadas a escolaridade.

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