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Oficial da Marinha é condenado a 80 anos por matar casal

Capitão de fragata é condenado a oitenta anos em regime fechado, perde o cargo e paga R$ 200 mil a cada filho, pelo crime ocorrido no Jardim Botânico, Rio

Oficial da Marinha é condenado a 80 anos de prisão por matar casal
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  • O capitão de fragata da Marinha Cristiano da Silva Lacerda foi condenado a oitenta anos de reclusão em regime fechado pelo assassinato de dois idosos no Jardim Botânico, Rio de Janeiro, em vinte e quatro de junho de dois mil e vinte e dois.
  • A sentença declarou a perda do cargo na Marinha e fixou danos morais de duzentos mil reais para cada filho das vítimas.
  • As vítimas foram Geraldo Pereira Coelho, de setenta e três anos, e Osélia da Silva Coelho, de setenta e dois anos, pais do ex-namorado do réu, Felipe da Silva Coelho.
  • O crime, atribuído a crise de ciúmes envolvendo o ex-namorado, ocorreu no apartamento em que as partes ainda viviam, e o julgamento ocorreu no terceiro Tribunal do Júri do Rio de Janeiro, com a presidência da juíza Tula Corrêa de Mello.
  • A magistrada destacou a gravidade do ato por ocorrer com um militar de alta patente e ressaltou que, por ser servidor público, o acusado deveria agir em prol da sociedade, não contra ela.

O capitão de fragata da Marinha Cristiano da Silva Lacerda foi condenado pelo Conselho de Sentença do 3º Tribunal do Júri do Rio de Janeiro a 80 anos de reclusão em regime fechado. A decisão inclui a perda do cargo público. O crime ocorreu em junho de 2022 no Jardim Botânico, no Rio.

A vítima foram dois idosos: Geraldo Pereira Coelho, de 73 anos, e Osélia da Silva Coelho, de 72. O casal era pai do ex-namorado do réu, o professor Felipe da Silva Coelho. A acusação apontou crime de homicídio qualificado com violência por stab e motivação passional.

Segundo a sentença, os jurados também condenaram o réu a pagar R$ 200 mil por danos morais a cada filho das vítimas. A gravidade do crime foi ressaltada pela condição de militar de alto posto, o que pesou na avaliação da pena e da conduta.

Segundo relatos das investigações, a motivação foi uma crise de ciúmes relacionada ao término do relacionamento entre Cristiano e Felipe. Na noite do crime, Felipe estava acompanhado de amigos; ele foi avisado por telefone de que os pais teriam passado mal.

Detalhes do julgamento

A decisão foi proferida pela presidente do júri, a juíza Tula Corrêa de Mello. Ela destacou que o militar deveria servir de exemplo para a sociedade, não violando a vida de terceiros. O veredito manteve-se firme ao longo do julgamento.

Procedimentos posteriores

Felipe da Silva Coelho foi informado sobre a sentença por telefone após o ocorrido. O julgamento ocorreu no 3º Tribunal do Júri do Rio, com abertura de sessão ampliada para apurar as circunstâncias do crime. A defesa ainda pode recorrer.

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