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Homem que atropelou desfile do Liverpool FC é condenado a 21 anos de prisão

Condenado a vinte e um anos e seis meses, Paul Doyle atropelou torcedores na parada de vitória em Liverpool, deixando feridos graves e traumas duradouros

A court sketch of Paul Doyle during his appearance at Liverpool magistrates court in May. Photograph: Julia Quenzler/Reuters
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  • Paul Doyle, de 54 anos, foi condenado a vinte e um anos e seis meses de prisão por atropelar dezenas de torcedores durante um desfile vitorioso em Liverpool.
  • O ataque ocorreu durante o desfile na cidade; imagens de telemática mostram o veículo acelerando em direção à multidão, atingindo 134 pessoas em dois minutos.
  • As vítimas tinham idades entre 6 meses e 77 anos, com muitos ferimentos graves e traumas.
  • Doyle se declarou culpado de trinta e um delitos contra 21 adultos e oito crianças e foi julgado em Liverpool Crown Court.
  • O caso contou com a intervenção de um ex-soldado que impediu que o carro continuasse em fuga; o tribunal afirmou que o ato foi resultado de uma raiva inexplicável, não de medo.

O tribunal de Liverpool condenou Paul Doyle, 54 anos, a mais de 21 anos de prisão após ele usar seu veículo como arma em meio a uma multidão durante um desfile de vitória na cidade. O ataque ocorreu em 26 de maio, momento em que Doyle acelerou contra torcedores, ferindo dezenas. A decisão ocorreu nesta terça-feira, com familiares e vítimas acompanhando em sala.

Merseyside Police informou que a colisão, ocorrida em apenas dois minutos, atingiu 134 pessoas. Entre elas, há vítimas com lesões graves e traumas de longo prazo; a faixa etária foi de seis meses a 77 anos, incluindo uma pessoa relacionada ao atentado de Manchester de 2017. Alguns feridos ficaram visivelmente abalados durante o julgamento.

Doyle, natural de Aintree, Liverpool, se declarou culpado em parte do processo, respondendo a 31 acusações envolvendo 21 adultos e oito crianças. Os crimes foram atribuídos ao período que antecedeu a prisão, quando não havia registros de problemas com a lei por três décadas.

A promotoria explicou que as câmeras do carro mostraram Doyle agindo movido por fúria, e não por medo, como alegava. O juiz Andrew Menary KC destacou o choque causado pela ação e afirmou que o comportamento não tem justificativa, causando horror de escala inédita para a Corte.

Durante o julgamento, relatos de testemunhas destacaram o impacto emocional entre as vítimas. Francesca Massey, 24 anos, mencionou que o desfile reacendeu traumas de eventos passados e trouxe de volta lembranças traumáticas. A defesa, representada por Simon Csoska KC, afirmou que Doyle está arrependido e que o ataque não foi premeditado.

A defesa também ressaltou que Doyle, segundo amigos, era pessoa generosa e que as agressões de parte dos presentes ao veículo não justificam o ato, apenas o tornaram ainda mais aterrorizante. O tribunal considerou as circunstâncias, mas manteve a condenação severa, refletindo a gravidade das lesões e o risco para terceiros.

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