- A NR-01, com vigência prevista para maio de 2026, foca na gestão de riscos ocupacionais e no bem-estar dos colaboradores.
- Em 2024, o Brasil registrou mais de 472 mil licenças por ansiedade, burnout e depressão, um aumento de 68% em relação a 2023.
- As empresas devem integrar absenteísmo e turnover ao mapa de riscos, usando plataformas de gestão para conectar segurança, produtividade e reputação.
- A tecnologia sustenta o treinamento e a comunicação: plataformas de e‑learning e registros centralizados, considerando que cerca de oitenta por cento da força não atua diretamente em computadores.
- Riscos psicossociais exigem atuação proativa do RH, uso de ferramentas de escuta, relatórios via mobile com foto/localização e rastreamento de casos, para fomentar uma cultura de segurança e saúde.
A NR-01 ganha relevância com vigência prevista para maio de 2026, ao estabelecer diretrizes gerais de segurança e gerenciamento de riscos ocupacionais. Em 2024, Brasil registrou mais de 472 mil licenças por ansiedade, burnout e depressão, conforme o Ministério da Previdência Social. Empresas precisam se adaptar para cumprir a norma e proteger trabalhadores.
A proposta integra absenteísmo e turnover ao mapa de riscos, com uso de plataformas de gestão e e-learning. A ideia é criar uma visão sistêmica que conecte segurança, produtividade e reputação, reforçando a gestão de riscos como ferramenta de proteção e eficiência.
Leandro Oliveira, diretor da Humand no Brasil, ressalta que a NR-01 deve ser encarada como oportunidade de melhoria, não apenas como obrigação legal. A norma promove uma abordagem integrada, desde identificação de perigos até capacitação contínua.
Gestão de risco
A NR-01 exige que empresas implementem sistemas de gerenciamento de riscos para identificar, avaliar e controlar perigos no ambiente de trabalho. Plataformas de gestão podem consolidar dados de absenteísmo e turnover no mapa de riscos, fortalecendo a ligação entre segurança e desempenho.
Segundo Oliveira, essa prática deve receber a mesma prioridade de finanças, compliance e segurança da informação. Investimento adequado em GRO resulta em ambiente mais seguro e produtivo.
Tecnologia no treinamento e na comunicação
A norma demanda maior capacitação, tornando a tecnologia uma aliada essencial. Plataformas de e-learning e comunicação assíncrona são úteis, especialmente com cerca de 80% da força de trabalho global sem acesso constante a dispositivos.
Ferramentas digitais promovem treinamentos, atualizações e registros centralizados, assegurando conformidade independentemente da função. Checklists de impacto ajudam a evidenciar cumprimento.
Rotinas estruturadas para adaptação
Para a preparação, o Inventário de Riscos e o Plano de Ação devem virar processos regulares. A falta de cadência ou priorização pode comprometer a implementação do PGR, segundo Oliveira.
Automatizar fluxos de trabalho, gerenciar prazos e responsabilidades evita falhas e aumenta a eficiência na execução das ações previstas. Padronização de evidências de execução também é recomendada.
Riscos psicossociais: tratá-los com seriedade
A gestão de riscos psicossociais deve ser central, não apenas uma pauta de bem-estar. O RH precisa atuar de forma proativa, identificando causas-raiz como carga de trabalho, metas, liderança e assédio.
Ferramentas de escuta recorrente e sistemas de relato ajudam a monitorar planos de ação. Com esse suporte, empresas detectam rapidamente áreas de maior risco e acompanham as medidas adotadas.
Cultura de segurança e saúde proativa
É essencial promover uma cultura onde reportar riscos seja incentivado. Rotinas de escuta com devolutivas claras e reconhecimento a comportamentos preventivos fortalecem a confiança entre colaboradores e empresa.
Plataformas móveis permitem envio rápido de relatos com foto e localização, enquanto sistemas de rastreamento automatizados asseguram o tratamento adequado de cada caso. A implementação da NR-01 tende a avançar com essas práticas.
Entre na conversa da comunidade