- Madelaine Thomas, ex-dominatrix, criou a Image Angel para combater pornografia de vingança após ter imagens vazadas por clientes.
- A empresa usa marcas d’água forenses invisíveis para rastrear e identificar os abusadores.
- Em pouco mais de um ano, a startup recebeu prêmios e foi indicada como prática recomendada pela parlamentar britânica Baronesa Bertin.
- Em relatos, destacam-se estatísticas de que a violência envolvendo imagens íntimas afeta pessoas no Reino Unido e que a lei brasileira prevê reclusão de um a cinco anos, com aumentos em casos de vingança.
- Atividades e debates incluem o apoio de organizações como a Linha de Apoio sobre Pornografia de Vingança e campanhas de pessoas públicas, como a apresentadora Jess Davies, para reduzir o estigma e responsabilizar os perpetradores.
Madelaine Thomas transformou a própria experiência dolorosa em iniciativa empresarial. Após ter imagens íntimas vazadas por clientes, ela fundou a Image Angel para combater a pornografia de vingança com tecnologia de rastreamento.
A startup utiliza marcas d’água forenses invisíveis para identificar os abusadores e impedir a divulgação de conteúdo. Em pouco mais de um ano, a empresa já recebeu prêmios e foi indicada como prática recomendada pela parlamentar britânica Baronesa Bertin.
Thomas, 37 anos, moradora de Monmouthshire, no País de Gales, trocou a atuação anterior como dominatrix por uma atuação voltada à proteção de vítimas. A mudança marca uma virada significativa na sua trajetória profissional.
A prática de abuso de imagens íntimas é crime no Reino Unido, com pena de até dois anos de prisão para o agressor. No Brasil, a legislação prevê reclusão de um a cinco anos, com agravantes em casos de ex-namorado(a) ou vingança.
Estudos da Rede de Aprendizado do Sudoeste indicam que a violência afeta 1,42% das mulheres no Reino Unido anualmente. Para Worthington, a resposta envolve ações conjuntas e educação para reduzir o estigma.
A SWGFL mantém a ferramenta StopNCII.org, que gera um hash único de imagens íntimas e compartilha com parceiras para facilitar a detecção e remoção de conteúdo nocivo. A iniciativa busca coibir a circulação não consentida.
Jess Davies, apresentadora britânica, também teve imagens íntimas vazadas na adolescência e na casa dos 20 anos. Hoje, ela defende a responsabilização dos perpetradores e a remoção rápida de conteúdos abusivos.
Davies revela que a culpa não deve recair sobre as vítimas e reforça a necessidade de mudanças no tratamento social. A campanha que envolve figuras públicas busca ampliar a conscientização sobre o dano causado pelo compartilhamento de imagens sem consentimento.
A história de Thomas e o apoio de organizações de combate a violência digital sinalizam uma tendência de uso da tecnologia para proteção de vítimas. A atuação conjunta entre empresário, advocacy e instituições segue como marco importante no tema.
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