- Observa-se acirramento do racismo religioso no evangelicalismo, com setores linha-dura mobilizados para atacar dissidências de gênero, religião e política.
- Surgem laços de solidariedade entre mulheres negras evangélicas e de terreiro para enfrentar o racismo religioso.
- A mobilização inclui ações conjuntas em favor de diálogo, reparação e bem-viver, ampliando a atuação inter-religiosa.
- Relatos indicam que, há 15 dias, mais de 300 mil mulheres negras marcharam na Esplanada dos Ministérios por reparação.
- O texto enfatiza a necessidade de proteger religiões afro-brasileiras e enfrentar a estrutura racista que sustenta o poder religioso e político.
Nas últimas décadas, mulheres negras evangélicas e de terreiro têm se articulado para enfrentar racismo estrutural, violência estatal e tensões entre religiões afro-brasileiras e o evangelicalismo. A partir de relatos recentes, observa-se acirramento do racismo religioso dentro do evangelicalismo e o surgimento de laços de solidariedade entre essas comunidades.
Segundo relatos, setores linha-dura identificados com o movimento Pátria, Família e Deus passam a atacar dissidências de gênero, religião e espectro político. Paralelamente, mulheres negras evangélicas passaram a ampliar diálogos com mulheres de terreiro, buscando enfrentar as dinâmicas de exclusão observadas nas práticas religiosas.
Contexto e desdobramentos
Há cerca de 15 dias, uma marcha em Brasília reuniu mais de 300 mil mulheres negras pela reparação e bem-viver, com participação de diversas lideranças. O momento foi marcado por articulações do Comitê de Mulheres Negras Evangélicas e Protestantes, que defendem diálogo entre diferentes formas de fé.
A partir desse movimento, observam-se mudanças de posicionamento entre comunidades religiosas. Diretrizes de resistência ao racismo religioso ganham força entre evangélicas e mulheres de terreiro, que destacam a importância de proteger as expressões culturais e espirituais de cada grupo.
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