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Grupo antivacina ligado a RFK Jr divulga afirmações falsas no surto de sarampo

Grupo anti-vacina liderado por RFK Jr. circula informações falsas durante surto de sarampo, aumentando risco à saúde pública, conforme especialistas

Robert F Kennedy Jr, the secretary for Health and Human Services, is presiding over the worst year for measles in over 30 years.
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  • O grupo antivacina Children’s Health Defense, liderado por Robert F. Kennedy Jr., defende Kennedy enquanto o surto de sarampo nos EUA atinge o pior nível em mais de 30 anos.
  • Este ano, 1.958 casos de sarampo foram confirmados nos EUA e três pessoas morreram, segundo o Centers for Disease Control and Prevention; na Carolina do Sul, 224 pessoas estão em quarentena e 144 adoeceram.
  • A CHD publicou conteúdo durante o surto na Carolina do Sul defendendo Kennedy e questionando críticas a ele, repetindo mensagens antivacina.
  • especialistas em saúde pública dizem que Kennedy e a CHD promovem desinformação sobre vacinas e minimizam os riscos de doenças; o grupo já atuou em surtos anteriores, inclusive no Texas.
  • As autoridades destacam que duas doses da vacina MMR têm 97% de eficácia e continuam sendo a proteção mais eficaz contra o sarampo, enquanto a CHD não respondeu a pedidos de comentário.

O grupo antivacina Children’s Health Defense (CHD), criado por Robert F. Kennedy Jr, defende Kennedy mesmo durante o pior ano de sarampo nos Estados Unidos em mais de 30 anos. A CHD mantém sua atuação ao publicar conteúdos que minimizam os riscos da doença e exaltam possíveis efeitos adversos das vacinas, segundo especialistas.

Em 2025, o sarampo se espalha pelo país com 1.958 casos confirmados e três mortes, conforme o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC). Em Carolina do Sul, 224 pessoas estão em quarentena em meio a um surto que já infectou 144 indivíduos, a maioria crianças sem esquema vacinal.

A CHD, que Kennedy dirigiu de 2015 a 2024, continua a emitir artigos e vídeos que disseminam críticas à vacinação e que sugerem que os riscos da doença são superestimados. Durante o epicentro do surto na Carolina do Sul, a organização publicou conteúdo reforçando narrativas antivacina.

Segundo a CHD, o artigo em circulação questiona a necessidade de prevenção do sarampo. Fontes da CHD afirmam que críticas a Kennedy sobre o eventual likes de disseminação do vírus não têm respaldo, sem esclarecer detalhes ao Guardian, que pediu comentário.

A disseminação da doença tem repercussões entre especialistas em saúde pública. Diversos profissionais afirmam que as posturas da CHD e de Kennedy dificultam os esforços de contenção e minam a confiança na vacinação, mesmo diante de dados que apontam elevada eficácia da vacina MMR.

A Organização Mundial da Saúde e estudos independentes destacam que duas doses da vacina MMR são cerca de 97% eficazes contra o sarampo, com efeitos colaterais geralmente leves. As autoridades ressaltam a importância da vacinação para prevenir complicações graves.

Desdobramentos e reações

Políticos sanitários e médicos locais reiteram que a postura da CHD representa um obstáculo ao esforço de contenção, especialmente entre famílias não vacinadas. Técnicos apontam que campanhas de informação baseadas em evidências são cruciais para reduzir casos.

Especialistas ouvidos pela reportagem destacam ainda que o uso de desinformação em saúde pública pode atrasar respostas rápidas a surtos. A CHD não respondeu a pedidos de comentário sobre as informações apresentadas.

No Texas, durante surto anterior, a CHD realizou ações para desencorajar a vacinação, com vídeos e declarações que minimizavam o risco do sarampo. Autoridades locais e estaduais registraram consequências da desinformação, incluindo aumento de dúvidas entre pais.

Em Carolina do Sul, 18 casos adicionais foram registrados desde 12 de dezembro. Quatro escolas mantêm alunos em quarentena, com alguns ainda em isolamento até 2 de janeiro. As autoridades ressaltam que a vacinação continua sendo a principal defesa.

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