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Ondas que sumiram: Cooking Sections rastreia marés perdidas em nova instalação

Instalação imersiva em Santander registra ondas perdidas com onze faixas sonoras, conectando ciência, ativismo local e monumentos intangíveis

Cooking Sections, Waves Lost at Sea (Las olas perdidas), 2025. Exhibition view. Centro Botín
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  • Cooking Sections apresenta Waves Lost at Sea no Centro Botín, em Santander, uma instalação imersiva com 11 peças sonoras de Duval Timothy, em cartaz até 1 de março de 2025.
  • A parceria com GeoOcean, da Cantabria, embasa estudo sobre dez ondas perdidas, conectando ciência, arte e comunidades locais.
  • A mostra foca em monumentos intangíveis e na mobilização regional contra dragagem e expansão portuária que afetam o litoral.
  • O duo já é conhecido por ativismo ambiental, como a retirada do salmão do cardápio do Tate em 2020 e a participação no Folkestone Triennial de 2025.
  • O Centro Botín integra um programa de 30 anos que apoia artistas e busca ampliar vozes de ativistas locais para reconhecer ondas icônicas como monumentos intangíveis.

Cooking Sections estreia Waves Lost at Sea, instalação imersiva no Centro Botín, em Santander, até 1º de março. A obra reúne 11 peças sonoras de Duval Timothy e ações performativas, articuladas com a GeoOcean da Cantabria e um estudo de 10 ondas que desapareceram.

Os artistas Daniel Fernández Pascual e Alon Schwabe, conhecidos por ativismo ambiental e pesquisa profunda, lideram o projeto. A curadoria é de Bárbara Rodríguez, que descreve a mostra como uma plataforma para dialogar com a comunidade local sobre poluição e alterações marinhas.

Na apresentação, a equipe integrou biólogos e engenheiros da GeoOcean para mapear ondas perdidas globalmente, conectando a prática com preocupações regionais de dredging e expansão portuária. O objetivo é ler paisagens costeiras a partir de uma lente crítica.

Parcerias e pesquisa

A exposição utiliza uma sala com janelas amplas para o mar, com uma estrutura de tecido branco ao redor e 11 formas pendentes. Performers atuam de forma escalonada, enquanto Timothy compõe 11 peças de 30 minutos em loop, associadas a uma pesquisa que fica visível nas paredes.

Pascual afirma que a mostra transforma o vasto oceano em memória erguida no espaço expositivo. Rodríguez ressalta a relação entre monumentos tradicionais e o reconhecimento de entidades naturais como mares em mudança.

A iniciativa acompanha movimentos locais que buscam reconhecer sete ondas icônicas como monumentos intangíveis, ampliando vozes de ativistas que atuam na região. A parceria com centros de pesquisa reforça o estreito vínculo entre arte, ciência e política pública.

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