- Exposição Minimal em Paris, na Bourse de Commerce, fica aberta até 19 de janeiro de 2026, ampliando o cânone do Minimalismo.
- Curadoria de Jessica Morgan, diretora da Dia Art Foundation, busca incluir vozes marginalizadas e contextos geográficos variados, apresentando mais de 100 works de 50+ artistas.
- Destaques incluem Meg Webster (81 anos), Mono-ha, Lygia Pape, On Kawara e Félix González-Torres, com foco em materiais naturais e estratégias minimalistas.
- A mostra reúne seções temáticas (luz, equilíbrio, superfícies, grade, monocromia e materialidade) e espaços dedicados a artistas individuais, incluindo uma retrospectiva de Pape.
- A curadoria enfatiza expansão de perspectivas e aquisição/diálogo entre acervos da Pinault Collection e empréstimos internacionais, destacando a diversidade de origens e idades.
A exposição Minimal em Paris desfila como uma revisão do cânone da tradição minimalista, ampliando a ênfase para além dos nomes brancos e norte-americanos. Curada por Jessica Morgan, a mostra valoriza Meg Webster e outras vozes marginalizadas, reunindo mais de 100 trabalhos de 50+ artistas.
No centro da mostra, elementos de Webster ganham destaque: cone de sal quase dois metros de altura, monte de ocre amarela e hemisférios de argila avermelhada, além de estruturas em cera e materiais naturais. A curadoria busca quebrar a ideia de que o minimalismo se reduz a uma linguagem singular.
A curadora explica que a exposição pretende ampliar culturas, geografia e faixas etárias, incluindo artistas que questionaram a ilusão e a expressão pessoal. O conjunto reúne obras de mais de 50 artistas, com acervo da Pinault Collection contribuindo para ampliar perspectivas.
A mostra é dividida em temas como luz, equilíbrio, superfície, grade, monocromia e materialidade, além de um espaço dedicado ao movimento Mono-ha, do Japão, e de uma sala dedicada à Agnes Martin. Também há espaço inteiramente reservado a Lygia Pape, da tradição neoconcreta brasileira.
Entre as peças, destacam-se séries como Today, de On Kawara, cujas pinturas datadas percorrem o tempo, acompanhadas por recortes de jornais. Em outra galeria, obras de Serra convivem com Senga Nengudi e Edwards, criando diálogos sobre forma, corpo e opressão.
Nova curadoria amplia o cânone
Morgan já havia sinalizado a intenção de desafiar um instituto predominantemente masculino e branco. Hoje, a Dia Art Foundation detém obras de 84 artistas, sendo 29 mulheres e 23 de ascendência asiática, negra ou latino-americana. A mostra atual integra peças de González-Torres e de Nengudi em exibição de longo prazo.
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