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Nepal cancela esquema de depósito de resíduos no Everest

Nepal encerra depósito de US$4.000 para lixo no Everest; taxa não reembolsável financiará novo plano de cinco anos com check-points em Camp Two e patrulhas para devolver resíduos

David Liano Camp IV on Everest. A cluster of yellow tents surrounded by snow and rubbish.
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  • Nepal vai extinguir o esquema de depósito de US$ 4.000 para climadores devolverem lixo do Everest, após 11 anos sem resultados tangíveis.
  • A regra exigia que os alpinistas trouxessem no mínimo 8 kg de resíduos para reaver o depósito, com foco em reduzir o lixo nas encostas da montanha.
  • A iniciativa não impediu o acúmulo de resíduos, especialmente em acampamentos mais baixos, e foi considerada administrativa e economicamente oneração.
  • A partir de agora, entra em vigor uma taxa de limpeza não reembolsável, destinada a criar um posto de controle no Campo Dois e patrulhas de monitoramento nos trechos superiores.
  • O esquema será incorporado a um plano de ação de cinco anos para limpeza de montanhas, com recursos para fiscalização constante e retorno de lixo pelos alpinistas.

A Nepal assinou o fim do esquema de depósito para incentivar climadores a retirar lixo do Everest. O projeto, lançado há 11 anos, será encerrado após não apresentar resultados tangíveis.

Climadores tinham de pagar um depósito de 4 mil dólares, com devolução apenas se trouxessem no mínimo 8 kg de resíduos. A meta era reduzir o lixo estimado em cerca de 50 toneladas.

Entidades oficiais dizem que o esquema falhou e se tornou um ônus administrativo, sem impedir o acúmulo de resíduos no pico mais alto do mundo.

Mudança de abordagem

Agora, entra em vigor uma taxa de limpeza não reembolsável, usada para criar um posto de controle no Campo Dois e patrulhas que monitorarão as áreas altas.

A taxa deve ser similar aos 4 mil dólares por escalador, e ficará sujeita à aprovação do parlamento, segundo autoridades de turismo.

O plano também cria um fundo para financiar a limpeza contínua e a fiscalização, segundo Jaynarayan Acarya, porta-voz do ministério do turismo.

A ideia é manter a verba para ações diretas de retirada de lixo e fiscalização em trechos remotos, com foco nos acampamentos superiores.

Segundo Tshering Sherpa, CEO da Sagarmatha Pollution Control Committee, os resíduos dos campos mais altos são pouco removidos, com itens como barracas e latas frequentemente deixados para trás.

Ele ressalta que, em média, cada escalador produz até 12 kg de resíduos ao passar cerca de seis semanas no monte.

O novo regime envolve, ainda, patrulhas que percorrerão regiões altas para garantir a retirada de lixo, com a expectativa de maior efetividade.

Autoridades ressaltam que a escalada ao Everest continua sob crescimento, com centenas de alpinistas anuais e equipes de apoio, elevando preocupações sobre sustentabilidade.

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