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Mongabay vence principais prêmios de jornalismo ambiental em 2025

Premiações internacionais reconhecem as investigações da Mongabay sobre crime ambiental, violação de direitos indígenas e riscos à saúde pública

Indigenous youth playing soccer in the rain in northeastern Peru. Image by Gloria Pallares for Mongabay.
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  • Mongabay recebeu reconhecimentos internacionais em 2025 pelo jornalismo investigativo que expõe crime ambiental, corrupção e abusos contra pessoas e o ambiente, com equipes em regiões pouco cobertas.
  • Karla Mendes ganhou o John B. Oakes Award por jornalismo ambiental distinto, por revelar o boom de pecuária ilegal no território Arariboia e a relação com o aumento de violência contra os povos indígenas Guajajara; o trabalho poderá servir como evidência em um julgamento.
  • Gloria Pallares venceu na categoria Inovação e Jornalismo Investigativo do ACE Award, por apurar alegações falsas de apoio da Organização das Nações Unidas para convencer povos indígenas a abrir mão de direitos florestais; recebeu menção honrosa do Trace Prize.
  • A Associação Riograndense de Imprensa premiou em segunda posição uma equipe da Mongabay (Karla Mendes, Philip Jacobson e Fernanda Wenzel) com Kuang Keng Kuek Ser, pelo reporta que o governo compra carne de tubarão para escolas e instituições, com preocupações sobre mercúrio e sobre espécies ameaçadas; houve seguimento sobre tubarões-anjo.
  • Sonam Lama Hyolmo e Latoya Abulu venceram o primeiro lugar no Indigenous Media Awards pelo tema violações de direitos indígenas no projeto hidrelétrico no Nepal; Aimee Gabay ficou em terceiro pelo foco sobre direitos à água da tribo Yaqui no México.

Mongabay recebeu reconhecimentos internacionais em 2025 por seu jornalismo investigativo voltado a crimes ambientais, corrupção e abusos contra pessoas e ecossistemas. As reportagens também destacaram riscos à saúde pública não óbvios à primeira leitura e esquemas que atingem comunidades Indígenas. Autoras e autores viajaram a regiões pouco cobertas para expor a fronteira da natureza.

A premiação destacou o compromisso com investigações de alto impacto, que cobrem desde ligações entre indústria da carne e violência até manipulações de narrativas em prol de interesses financeiros. O material mostra risco pessoal envolvido nas apurações para chegar a fatos relevantes.

Reconhecimentos internacionais e nacionais

Karla Mendes conquistou o primeiro lugar no John B. Oakes Award, com a série Relevado: Illegal cattle ranching booms in Arariboia territory during deadly year for Indigenous Guajajara. A apuração traçou vínculo entre pecuária e aumento de violência contra Guajajara no território Arariboia, Amazônia brasileira. Procuradores federais indicaram que a reportagem será usada como evidência em júri sobre a morte de Paulo Paulino Guajajara.

Gloria Pallares levou prêmio na categoria Inovação e Jornalismo Investigativo do ACE Award, com menção honrosa no Trace Prize. A investigaçao analisou falsas pretensões de apoio da ONU para convencer povos indígenas a ceder direitos econômicos sobre suas florestas a financiamento suspeito.

A Associação de Imprensa do Rio Grande do Sul concedeu segunda posição em reportagem nacional a Mendes, Jacobson e Wenzel, em parceria com a Pulitzer Center. A matéria revela que o governo brasileiro adquire peixe para escolas, hospitais e lares de idosos, com alerta sobre altos níveis de mercúrio.

A equipe de Mongabay, formada por Sonam Lama Hyolmo e Latoya Abulu, venceu o prêmio de melhor cobertura internacional de comunidades indígenas no Indigenous Media Awards. A apuração denuncia supostas violações de direitos de povos indígenas no projeto hidrelétrico do Nepal, incluindo assunção de dados, assinaturas forjadas e consulta inadequada.

Aimee Gabay ficou em terceiro lugar no mesmo festival por cobertura de comunidades indígenas, com a série sobre a luta da Yaqui por direitos hídricos na Sonora, México, diante de conflitos de uso da água e direitos territoriais.

Banner: jovens indígenas jogam futebol na chuva, image de Gloria Pallares para Mongabay.

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