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Perito pede medidas de segurança na circuncisão após morte de bebê em Londres

Legista britânico aponta falhas de treinamento e acreditação em circuncisões, após bebê de seis meses morrer por infecção em Londres

Mohamed Abdisamad died in February 2023 of a streptococcus infection. He had a cardiorespiratory arrest in the ambulance on the way to hospital.
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  • Um coroner de Londres advertiu que mais bebês podem morrer por circuncisões infectadas no Reino Unido após a morte de Mohamed Abdisamad, de seis meses, em fevereiro de 2023.
  • Mohamed morreu de infecção invasiva por streptococcus pyogenes, semanas após passar por uma circuncisão não terapêutica realizada às 15h de 12 de fevereiro, sendo encaminhado ao hospital de Hillingdon.
  • O relatório de prevenção de futuras mortes aponta falta de treinamento, credenciamento ou registro para circuncisadores, além de ausência de controle de infecção.
  • Também não havia exigência de cuidado pós-operatório, nem registro de consentimento, segundo o documento apresentado pela coroner.
  • O relatório foi enviado ao Ministério da Saúde e ao Ministério da Habitação, Comunidades e Governo Local, com prazo de resposta de cinquenta e seis dias.

O coroner britânico pediu medidas de segurança após a morte de Mohamed Abdisamad, um bebê de seis meses, em Londres, ligada a uma circumcisão não terapêutica. O óbito ocorreu em fevereiro de 2023, devido a uma infecção por estreptococo após o procedimento.

No inquérito realizado no West London coroner’s court, foram destacadas falhas no controle de infecção, a ausência de treinamento adequado e a falta de credenciamento para quem realiza circuncisões.

Na prestação de relatório de prevenção de futuras mortes, o assistente do coroner Anton van Dellen pediu ação governamental para evitar tragédias semelhantes.

Contexto do ocorrido

Mohamed foi circuncidado às 15h do dia 12 de fevereiro, por uma pessoa indicada aos pais. O manejo do ferimento parecia OK nos primeiros dias, segundo o inquérito.

Entre os dias 3 a 4 após o procedimento, o bebê passou a apresentar sinais de doença e, em 19 de fevereiro, foi levado de ambulância para o hospital Hillingdon. Lá ocorreu paragem cardiorrespiratória.

Falhas identificadas e documentação

Van Dellen destacou a ausência de exigência de controle de infecção em rituais de circuncisão e a inexistência de um sistema de responsabilização, registro ou consentimento prévio. Também citou falta de orientação de cuidados pós-operatórios.

O relatório aponta ainda ausência de registro dos procedimentos realizados e de orientação sobre dressagem, analgesia e cuidados em caso de complicações. A conclusão médica apontou infecção invasiva por Streptococcus pyogenes.

Encaminhamentos e próximos passos

O documento foi enviado ao Department of Health and Social Care e ao Ministério das Casas, Comunidades e Governo Local, com prazo de 56 dias para resposta. Cópias também foram encaminhadas aos familiares de Mohamed e à London Ambulance Service.

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