- Rodrigo Bocardi completa 50 anos em 4 de janeiro de 2026, com carreira marcada pela exposição na TV aberta e por episódios polêmicos.
- Em 7 de fevereiro de 2020, durante o Bom Dia São Paulo, ele questionou ao vivo um jovem negro chamado Leonel, sugerindo que iria “pegar bolinhas de tênis” no Clube Pinheiros.
- Leonel explicou que era atleta de polo aquático, não um pegador de bolas, o que gerou repercussão nas redes sociais por suposto reforço de estereótipos raciais.
- Bocardi fez uma defesa pública, afirmando ter entendido a camiseta do Clube Pinheiros como de pegadores/rebatedores; disse que não sabia da função de Leonel e que nunca escondeu sua origem humilde.
- O episódio é citado como exemplo de racismo estrutural, discutido como preconceitos inconscientes em ambientes de grande visibilidade na televisão.
Rodrigo Bocardi completa 50 anos neste domingo, 4 de janeiro de 2026, com uma carreira marcada pela exposição na TV aberta e por episódios polêmicos. Um dos mais debatidos ocorreu em 2020, durante o programa Bom Dia São Paulo, da TV Globo.
O caso aconteceu na sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020, ao vivo. Na entrada de Tiago Scheuer de uma estação de trem, ele conversou com um jovem negro identificado como Leonel, atleta do Clube Pinheiros. Bocardi questionou o rapaz, insinuando que iria ao clube para “pegar bolinhas de tênis”.
Contexto do episódio
Leonel explicou, com tranquilidade, que era atleta de polo aquático do clube e não atuava como pegador de bolas. A fala de Bocardi gerou reação nas redes sociais, principalmente no Twitter, onde internautas argumentaram que o apresentador reforçou estereótipos raciais ao associar o jovem a uma função de apoio.
Repercussão e defesa
Diante da polêmica, Bocardi apresentou explicação pública em que disse praticar tênis no Clube Pinheiros e que não tinha intenção de desrespeitar a orientação ou a capacidade do jovem. Ele afirmou ter entendido, ao ver a camiseta de Leonel, que poderia estar diante de um pegador/rebatedor, o que não condizia com a realidade.
O episódio foi analisado pela audiência como exemplo de racismo estrutural, destacando como pressupostos automáticos podem se manifestar mesmo sem intenção declarada. A discussão envolveu a relação entre linguagem, identidade e visibilidade de minorias em espaços de grande alcance midiático.
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