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Exposições imperdíveis de 2026: Duchamp em Nova York a Baldessari em Pequim

Zurbarán a Baldessari marcam 2026–27 com novas mostras, aberturas mensais e retrospectivas que redefinem o circuito museal global

John Baldessari’s *The Studio* (1987) © 1987-2025 John Baldessari Family Foundation, courtesy Estate of John Baldessari; Sprüth Magers; Private Collection
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  • Zurbarán chega a Londres para a National Gallery, de 2 de maio a 23 de agosto de 2026, e passa pelo Louvre, em Paris, de 7 de outubro de 2026 a 25 de janeiro de 2027, antes de chegar ao Art Institute of Chicago, de 28 de fevereiro a 20 de junho de 2027, destacando obras como The Crucified Christ with a Painter.
  • John Baldessari estreia na China, com a exposição Baldessari na UCCA Beijing, de 19 de setembro de 2026 a 3 de janeiro de 2027, apresentando cinco décadas de prática e o papel do artista como educador.
  • Edmonia Lewis: Said in Stone é mostra viajante que começa no Peabody Essex Museum, Salem, de 14 de fevereiro a 7 de junho de 2027, passando pela Georgia Museum of Art, de 8 de agosto a 3 de janeiro de 2027, e pelo North Carolina Museum of Art, com datas a definir.
  • Inhotim celebra 20 anos com a mostra 20 Years of Inhotim no Instituto Inhotim, em Minas Gerais, a partir de 30 de agosto de 2026, destacando o parque e a sustentabilidade, com foco em longo prazo.
  • Peggy Guggenheim in London: The Making of a Collector reúne Peggy Guggenheim Collection, Venice, de 25 de abril a 19 de outubro de 2026, e a Royal Academy of Arts, Londres, de 21 de novembro de 2026 a 14 de março de 2027, para explorar a história da galerista e de Guggenheim Jeune.

A temporada 2026-27 traz mostras de peso em museus ao redor do mundo, com revisões de mestres e panoramas históricos. Entre as grandes estreias, Beyeler Basel e MoMA calibram retrospectivas de referência, ao lado de exposições de Renascimento, modernismo e arte africana.

A agenda reúne viagens de mostras que percorrem Londres, Paris, Beijing, Sydney e Vancouver, entre outras capitais culturais. Em foco, retrospectivas de artistas como Baldessari, Zurbarán e Raphael, além de propostas temáticas sobre Edmonia Lewis, Inhotim e Peggy Guggenheim.

Cezanne em Basel marca início de uma rodada de grandes exibições sobre o pós-impressionismo na Suíça. A mostra concentra-se nas obras tardias do artista, com cerca de 60 pinturas a óleo e 20 aquarelas, muitas vindas de coleções particulares.

Cezanne

Fondation Beyeler, Basel, 25 jan-25 mai

A exposição foca o período final de Cezanne, Em Ao longe, o olhar do artista para Mont Sainte-Victoire, com obras raramente reunidas. A curadoria destaca a prática de romper com o Impressionismo e abrir caminho ao Modernismo.

Outra peça-chave é uma pintura de estudo privado de The Bathers, vendida em 2011, que pode aparecer pela primeira vez em Basel. A mostra explora a suspensão entre forma e superfície para engajar o observador.

The Boy in the Red Vest, empréstimo da Kunsthaus de Zurique, também integra o conjunto. A curadoria ressalta como Cezanne, ao detalhar gestos, amplifica a personalidade do jovem retratado.

Edmonia Lewis: Said in Stone

Peabody Essex Museum, Salem, 14 fev-7 jun

Georgia Museum of Art, Aug-jan 2027; North Carolina Museum of Art, datas TBC

A exposição itinerante reúne 30 esculturas da artista afro-norte-americana e indígena, com foco na carreira completa. Obras inédito-exibidas e descobertas de arquivo integram o projeto, com objetos antes perdidos sendo apresentados.

O conjunto traça a trajetória de Lewis, desde a produção de retratos em mármore até trabalhos sobre temas sociais. A curadoria aponta a recuperação contínua de fragmentos para compreender a obra de Lewis.

Raphael: Sublime Poetry

Metropolitan Museum of Art, New York, 29 mar-28 jun

O Met organiza uma visão abrangente do pintor renascentista, com aproximadamente 240 peças, incluindo mais de 30 telas e 170 desenhos. A mostra também reúne obras de assistência e de contemporâneos, como Signorelli e Pinturicchio.

Entre as obras-âncora está a Alba Madonna, cedida pela National Gallery of Art, Washington. O conjunto inclui estudos e peças de Roma, com reconstruções de painéis para fins expositivos.

Este será o primeiro grande panorama de Raphael nos EUA, segundo o museu, e a curadoria enfatiza a conclusão de uma trilogia de retrospectivas iniciada há décadas.

Marcel Duchamp

Museum of Modern Art, New York, 12 abr-22 ago

A mostra reúne cerca de 300 itens, destacando a influência contínua de Duchamp no pensamento contemporâneo. A curadoria enfatiza a participação do público na leitura da obra, com foco na ideia de “arte pronta” e na relação entre mão humana e reprodução.

O projeto retorna a um eixo histórico das vanguardas, destacando peças icônicas como Fountain e L.H.O.O.Q., além de girar em torno da interação entre artista, espectador e contexto tecnológico.

Zurbarán

National Gallery, London, 2 maio-23 ago 2026

A exposição itinerante começa em Londres e segue para Paris (Louvre, 7 dez 2026-25 jan 2027) e Chicago (Mar 2027). Zurbarán é celebrado por sua sobriedade dramática, com foco em obras de mostras religiosas e retratos.

A curadoria reúne mais de 40 trabalhos, explorando narrativa em grande escala e o equilíbrio entre austeridade e humanidade. A obra The Lamb of God (Agnus Dei) surge como peça emblemática, com empréstimo do Prado.

Anish Kapoor

Hayward Gallery, London, 16 jun-18 out 2026

Rugoff organiza uma retrospectiva que percorre cinco décadas de prática, desde instalações monumentais até pinturas de alto contraste. Destaques incluem duas novas obras em tamanho gigante e Mount Moriah at the Gate of the Ghetto, em wax sangrento.

A mostra foca questões de percepção, escala e relação entre self e ambiente, consolidando Kapoor como um dos nomes centrais da arte contemporânea. A curadoria destaca a relevância atual de suas investigações estéticas.

Ana Mendieta

Tate Modern, London, 9 jul-10 jan 2027

A exposição reúne obras variadas da artista cubano-americana, com ênfase nos *filmworks* disponíveis na Tate desde 2020. O eixo curatorial privilegia a obra sobre a biografia, com trabalhos que vão além de instalações de grande formato.

A mostra resgata a relação entre corpo feminino, natureza e espaço público, incluindo desenhos em folhas e instalações de interiores que desafiam a apresentação convencional.

20 Years of Inhotim

Instituto Inhotim, Minas Gerais, desde 30 ago

O parque de arte e jardins comemora 20 anos com programação que revisita marcos do museu. A vitrine principal é a própria paisagem do parque, com materiais de arquivo e maquete para entendimento da escala do local.

A direção frisa a sustentabilidade e a mudança de estratégia para exposições de longo prazo, mantendo foco no parque e na integração entre arquitetura, biomas e arte pública.

John Baldessari

UCCA Beijing, 19 set-3 jan 2027

A China recebe a primeira grande mostra de Baldessari, organizada pela UCCA. A curadoria destaca a parceria entre imagem e texto, bem como o papel do artista como educador.

A exposição percorre cinco décadas da prática, desde experimentos em vídeo até projetos sobre percepção, cor e espaço, com acervo, maquetes e livros para contextualizar a obra.

Sidney Nolan: Origins

Art Gallery of New South Wales, Sydney, 3 out-7 fev 2027

A mostra analisa a década australiana do artista, com foco em Ned Kelly e Eliza Fraser, além de temas de Burke e Wills. O diálogo entre a vida de Nolan na Austrália e sua carreira no exterior é explorado.

O destaque inclui a série Ned Kelly, empréstimo do National Gallery of Australia, enriquecida com obras complementares da Art Gallery of New South Wales.

Peggy Guggenheim in London

Peggy Guggenheim Collection, Veneza, 25 abr-19 out

Royal Academy of Arts, London, 21 nov-14 mar 2027

A historiografia da gêmea museológica de Guggenheim em Londres revisita Guggenheim Jeune, com cerca de 80 obras, incluindo Kandinsky e outras figuras centrais da vanguarda. A exposição traça a trajetória da colecionadora na transição de Londres a Nova York.

A mostra em Veneza abre o conjunto, com a transferência para Nova York no segundo semestre de 2027, consolidando o papel de Guggenheim como agente de inovação e diversidade na coleção moderna.

Modern Iran and the Avant-Gardes, 1948-78

Vancouver Art Gallery, Vancouver, 11 dez-2 mai 2027

A maior mostra de arte iraniana moderna no Canadá reúne cerca de 100 trabalhos de mais de 30 artistas, destacando a creativeidade pré-revolucionária. O recorte histórico analisa a relação entre tradições iranianas e influências ocidentais.

Artistas como Siah Armajani, Reza Mafi, Nahid Hagigat e Massoumeh Seyhoun aparecem, com ênfase em produção fotográfica, pintura, escultura e arquitetura. A exposição oferece visão sobre ideologias e estética que precederam a Revolução de 1979.

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