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Béla Tarr, diretor húngaro de Sátántangó, Werckmeister Harmonies, morre aos 70

Béla Tarr, cineasta húngaro de Sátántangó e Werckmeister Harmonies, morre aos 70 após longa doença

Béla Tarr in 2000.
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  • O cineasta húngaro Béla Tarr morreu aos 70 anos, após uma longa doença, informou a Associação de Artistas Cinematográficos Húngaros.
  • Tarr ficou conhecido por filmes longos e fotografias em preto e branco, como Sátántangó, Werckmeister Harmonies e The Man from London.
  • A parceria com Ágnes Hranitzky foi central na produção e, a partir de Werckmeister Harmonies, ela passou a co-dirigir parte de seus filmes.
  • Nascido em 1955 em Budapeste, Tarr iniciou como ator infantil e estreou na direção em 1979 com Family Nest; deixou a direção de longas em 2011.
  • Seu trabalho influenciou cineastas como Gus Van Sant e László Nemes; em 2013 fundou a escola de cinema film.factory em Sarajevo.

Béla Tarr, cineasta húngaro conhecido por Sátántangó, Werckmeister Harmonies e The Man from London, morreu aos 70 anos. A Hungarian Film Artists Association informou que Tarr faleceu na terça-feira após uma doença longa, e pediu privacidade à família.

O diretor ganhou renome internacional nos anos 90 e 2000 pela duração extensiva de seus filmes e pela estética em preto e branco. Sátántangó tem sete horas e meia de duração e consolidou seu estilo único de cinema.

Em entrevista de 2024 ao Guardian, Tarr afirmou que seus filmes tinham sido mal interpretados, defendendo que também havia humor em suas obras e que o objetivo era deixar o público mais forte ao sair da sala de cinema.

Trajetória

Nascido em 1955, Tarr cresceu em Budapeste, filho de cenógrafo e prompter. Iniciou como ator mirim e lançou curtas em 8 mm, estreando como diretor de longas em 1979 com Family Nest, sobre a crise de moradia na Hungria.

Sua virada ocorreu com Damnation (1988), escrito com László Krasznahorkai, e Sátántangó (1994), adaptação do próprio Krasznahorkai, que consolidou seu universo sombrio e contemplativo. Werckmeister Harmonies (2000) ampliou o alcance internacional da dupla Tarr-Hranitzky.

A parceria com Ágnes Hranitzky, editora e após co-diretora, foi central nos filmes seguintes, incluindo The Man from London (2007) e The Turin Horse (2011). O noir em preto e branco recebeu destaque em Cannes, mas teve recepção mista.

Legado e influência

O conjunto da obra influenciou cineastas como Gus Van Sant e László Nemes, com a colaboração de Tarr em diversos projetos, incluindo The Man from London. Tarr também atuou como produtor após encerrar a direção de filmes.

Além disso, criou o film.school, em Sarajevo, em 2013, após se afastar do cinema ativo, com o objetivo de apoiar novos talentos locais e internacionais, mantendo-se ativo na produção de filmes.

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