- Morreu nesta terça-feira, dia 6, aos 70 anos, o cineasta húngaro Béla Tarr, vítima de uma longa doença.
- Tarr havia anunciado aposentadoria em 2011 e, desde então, dedicou-se ao ensino de cinema na Hungria, na Alemanha e na França.
- Conhecido por planos-sequência e filmes em preto e branco de longa duração, destacou-se com Satantango, de sete horas, sobre o colapso do comunismo na Europa Oriental.
- Foi autor do primeiro longa-metragem independente húngaro, Danação, exibido no Festival de Berlim em 1988, coescrito com László Krasznahorkai, com quem colaborou diversas vezes.
- Nascido em Pécs em 21 de julho de 1955, Tarr recebeu elogios oficiais, incluindo o título de “o Tarkovsky húngaro”.
Béla Tarr, cineasta húngaro renomado por seus planos-sequência em preto e branco, faleceu nesta terça-feira aos 70 anos. A morte foi confirmada pela agência MTI, com relato de Bence Fliegauf em nome da família, após uma longa doença.
Conhecido por obras densas e sombrias, Tarr ganhou destaque com Satantango, um filme de sete horas sobre o colapso do comunismo na Europa Oriental. O filme é adaptação do romance de László Krasznahorkai, com quem colaborou diversas vezes.
Nascido em Pécs, em 1955, Tarr iniciou a filmografia ainda jovem, com um primeiro curta aos 16 anos. Seu primeiro longa, Ninho Familiar, saiu em 1977, apoiado por Béla Balázs. Danação, de 1988, foi seu primeiro longa independente húngaro.
Legado
Entre seus títulos marcantes também estão Macbeth (1982) e A Harmonia de Werckmeister (2000), exibido em Cannes. O Cavalo de Turim, lançado em 2011, marcou sua aposentadoria, após o que passou a lecionar cinema na Hungria, na Alemanha e na França.
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