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Protesto na Uffizi após mudança contratual de ingressos

Mais de cem manifestantes exigem fim do trabalho precário no Uffizi após troca de prestadora de serviços de bilheteira deixar temporários sem emprego

Demonstrators gathered in Piazzale degli Uffizi—the Florence museum’s long internal courtyard—on 4 January
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  • Mais de 100 trabalhadores protestaram no domingo, 4 de janeiro, em frente às Gallerie degli Uffizi, em Florença, após temporários serem efetivamente desligados.
  • O motivo é a troca de operadora de serviços: a Opera Laboratori Fiorentini foi substituída pela CoopCulture, mantendo contratos estáveis para funcionários permanentes, mas sem recontratar alguns temporários.
  • O sindicato Sudd Cobas afirma que trabalhadores com contratos sazonais de nove meses foram substituídos por quem trabalha com contratos mais flexíveis e por chamada.
  • A cobrança é por contratos permanentes para todos os trabalhadores temporários, citando impactos em museus de Florença sob a gestão da CoopCulture.
  • A CoopCulture disse que atualizou procedimentos de emprego conforme edital de licitação, enquanto o Uffizi afirmou que, por ser instituição estatal, depende de concorrência pública e pode atuar apenas com “persuasão moral” para trabalhadores não mantidos. Um encontro com autoridades locais está previsto.

Mais de 100 trabalhadores protestaram neste domingo 4 de janeiro em Florença, diante da Gallerie degli Uffizi, após a demissão de parte do pessoal temporário.

Os manifestantes, com faixas e bandeiras, ocuparam o Piazzale degli Uffizi sob o lema No more precarious lives. O protesto foi organizado pela SUDD Cobas, que informou ter ocorrido por mudanças no contrato de prestação de serviços.

A disputa envolve a substituição do operador de bilheteria e serviços de apoio. Em setembro, a Opera Laboratori Fiorentini foi substituída pela CoopCulture. Funcionários com contratos temporários não foram recontratados.

Segundo a SUDD Cobas, trabalhadores com contratos sazonais de nove meses foram substituídos por equipes contratadas de forma mais flexível. Ação atingiu também funcionários de outros museus de Florença sob CoopCulture.

A SUDD Cobas diz que a economia turística de Florença não pode depender de trabalho precário e pediu que todos os temporários recebam contratos fixos. A posição foi repetida por representantes sindicais.

A CoopCulture afirmou que atualizou arranjos de emprego em conformidade com o edital de licitação, que previa a continuidade de alguns trabalhadores. A empresa diz que funcionários com contratos anteriores não integram o processo.

Uma delegação de sindicalistas deve se reunificar com o vice-prefeito de Florença para o trabalho, Dario Danti, nos próximos dias. A SUDD Cobas também pediu apoio da região da Toscana e cobrança ao diretor das Uffizi, Simone Verde.

Um porta-voz da Uffizi disse que, como instituição estatal, o museu não pode contratar diretamente e depende de licitações do Ministério da Cultura. O porta-voz afirmou que o Verde tem se mantido firme nas negociações.

Rosanna Carrieri, presidenta da MiRiconosci, associação de trabalhadores do setor cultural, destacou que os temporários são pilares da instituição e que não deve haver distinção de categorias entre trabalhadores.

A Uffizi registrou mais de cinco milhões de visitantes em 2024 e estimou receita anual próxima de 60 milhões de euros, entre suas três entidades: Uffizi, Palazzo Pitti e Jardins de Boboli.

Desdobramentos e próximas ações

A reportagem verificou que a negociação continua em curso e envolve autoridades locais e regionais, com expectativa de novas conversas entre as partes nas próximas semanas.

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