- Irmã Henriqueta Ferreira Cavalcante, defensora dos direitos humanos no Marajó, morreu em acidente de carro na BR-320, km 135,8, por volta das 17h30, entre Campina Grande e João Pessoa.
- No veículo estavam outras três pessoas, que ficaram gravemente feridas e foram levadas ao Hospital de Trauma de Campina Grande.
- O corpo será levado a Belém para velório, e o sepultamento está marcado para Soure, no Marajó; ainda não há detalhes sobre cerimônias.
- Henriqueta era presidente do Instituto de Direitos Humanos Dom José Luiz Azcona, que atua na defesa de crianças e adolescentes no Pará.
- O governador do Pará, Helder Barbalho, decretou luto oficial de três dias; a ministra dos Direitos Humanos, Macaé Evaristo, e outras personalidades lamentaram a perda.
Morreu na noite de ontem Marie Henriqueta Ferreira Cavalcante, mais conhecida como Irmã Henriqueta, defensora dos direitos humanos no Pará. Ela morreu em um acidente de carro na BR-320, a Transamazônica, por volta das 17h30, no KM 135,8, entre Campina Grande e João Pessoa, na Paraíba.
Três outras pessoas que estavam no veículo ficaram gravemente feridas e foram encaminhadas ao Hospital de Trauma de Campina Grande. O corpo de Henriqueta será levado a Belém para velório, com o sepultamento previsto em Soure, no Marajó. Detalhes sobre horários ainda não foram divulgados.
Irmã Henriqueta era presidente do Instituto de Direitos Humanos Dom José Luiz Azcona, ligado à defesa de crianças e adolescentes no arquipélago do Marajó. O bispo emérito Dom José Azcona, morto em 2024, também era referência na atuação do instituto.
O instituto emitiu nota destacando a atuação de Henriqueta como defensora dos direitos humanos e a dedicação integral à causa, sem buscar vida pessoal. A mensagem reforçou que a memória dela inspira políticas públicas voltadas à proteção de crianças e adolescentes.
O governador do Pará, Helder Barbalho, decretou luto oficial de três dias pela morte. Em redes sociais, ele reconheceu Henriqueta como uma das maiores referências na defesa dos direitos de crianças e adolescentes no estado.
A ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Macaé Evaristo, também lamentou o falecimento. Ela ressaltou o papel de Henriqueta na proteção de meninas e mulheres na Amazônia e a construção de redes de cuidado.
Entre figuras públicas, a atriz Dira Paes, que em um filme retratou uma delegada inspirada na ativista, publicou homenagem destacando a coragem e o afeto da defensora. Paes descreveu Henriqueta como heroína brasileira.
A trajetória de Henriqueta foi tema de reportagem do UOL em 2023, quando revelou ter vivido sob proteção policial por mais de uma década. Segundo ela, precisava de escolta para circular e não saía sozinha pelas ruas de Belém.
Ao longo de mais de uma década, Henriqueta atuou para enfrentar violência sexual, tráfico de pessoas e violência contra mulheres. Ela coordenou o eixo de enfrentamento a esses crimes na CNBB, atuando no Amapá e no Pará.
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