- Quase 15.000 enfermeiras devem cruzar os braços em vários dos maiores hospitais de nova Iorque, em uma greve que ocorre durante a temporada de gripe.
- As instituições atingidas incluem mount sinai (manhattan), montefiore (bronx) e newyork-presbyterian/columbia university irving, com impactos esperados nas atividades.
- O movimento ocorre três anos após uma greve semelhante que levou pacientes a serem realocados e ambulâncias desviadas.
- A governadora Kathy Hochul declarou estado de emergência e pediu que as partes sigam negociando para evitar riscos à população.
- O impasse envolve carga de trabalho, limites ao uso de inteligência artificial e proteção à segurança no trabalho; hospitais afirmam ter feito avanços, enquanto o sindicato vê promessas não cumpridas.
Oito mil e trezentos? Não: quase 15 mil profissionais vão cruzar os braços nesta segunda-feira em Nova York, abrangendo os maiores hospitais da cidade. A greve ocorre durante uma temporada de gripe intensa e pode afetar serviços de instituições privadas como Mount Sinai, Montefiore e NewYork-Presbyterian/Columbia Irving.
Os sindicatos apontam crise de pessoal e trabalhistas como principal motivação. Nove hospitais grandes preparam substitutos temporários, e parte dos pacientes pode ser transferida. A paralisação é vista como o maior movimento de enfermeiros já registrado na cidade.
A convocação acontece três anos após uma greve que levou à transferência de pacientes e readequação de ambulâncias. A mobilização mobiliza cerca de 15 mil profissionais, com aprovação para a greve em votação realizada no mês anterior.
A governadora do estado, Kathy Hochul, declarou estado de emergência na sexta-feira e pediu acordo de última hora entre administração hospitalar e sindicatos. Ela ressaltou que a greve pode colocar em risco a vida de pacientes.
A disputa atual envolve, além de condições de trabalho, limites ao uso de inteligência artificial e medidas de proteção à segurança no ambiente de trabalho. Também há cobranças por melhorias salariais e de carga de trabalho.
Hospitais privadas garantem que já houve avanços desde 2023, com redução de vagas para enfermagem e contratação de centenas de profissionais a mais. Alegam, porém, que algumas exigências são onerosas.
Em Manhattan, Mount Sinai já contratou mais de 1.000 enfermeiras temporárias e preparou simulações de greve para não interromper serviços críticos. NewYork-Presbyterian também organizou substitutos para manter atendimentos.
Montefiore relatou ter reduzido tempo de atendimento na entrada de emergências para leitos clínicos, segundo carta a autoridades, destacando progresso relativo. O hospital afirma manter prioridade à continuidade de atendimentos.
Frentes de negociação apontam a necessidade de manter serviços essenciais sem interrupções graves. Enquanto isso, pacientes devem receber orientações de encaminhamentos e possíveis transferências apenas quando estritamente necessário.
Pequenos hospitais da região, incluindo várias unidades da Northwell Health, evitaram a greve com acordos ou avanços considerados suficientes pela administração. A situação permanece sob monitoramento das autoridades locais.
Entre na conversa da comunidade