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Suspeito incendiário mira sinagoga no Mississippi por laços judaicos, FBI diz

FBI diz que suspeito de incêndio na sinagoga Beth Israel, em Jackson, Mississippi, mirou nas ligações judaicas; dano ao prédio e Torahs atingidas

Caution tape and flowers cover the entrance to the Beth Israel Congregation in Jackson, Mississippi, on Monday.
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  • O suspeito Stephen Spencer Pittman foi acusado pelo FBI de danificar ou destruir um edifício por meio de fogo ou explosivo, relacionado ao incêndio na Beth Israel Congregation, em Jackson, Mississippi.
  • O incêndio ocorreu pouco depois das três da manhã de sábado; não houve feridos entre os frequentadores ou bombeiros.
  • Vídeo de segurança mostra uma pessoa mascarada derramando líquido no piso e em um sofá do saguão.
  • O FBI disse que o ataque teve motivação ligada às “ligações judaicas” do local; a sinagoga tem um histórico ligado aos direitos civis e já foi alvo de violência no passado, incluindo um atentado da Ku Klux Klan em 1967.
  • A Beth Israel planeja manter os serviços de Shabat; dois torás no saguão foram destruídos, um torá praticamente intacta foi salva atrás de vidro, e a instituição avalia os danos.

O FBI informou que um suspeito de incêndio criminoso em uma sinagoga histórica do Mississippi confessou ter atacado a instituição por ter vínculos com o judaísmo. Stephen Spencer Pittman foi acusado nesta segunda-feira de danificar ou destruir um prédio por fogo ou explosivo.

O incêndio ocorreu na madrugada de sábado, pouco após as 3h, na Beth Israel Congregation, em Jackson. Não houve feridos entre fiéis ou bombeiros. Imagens de câmeras de segurança mostram uma pessoa mascarada despejando líquido com um galão de gás no chão e em um sofá no saguão.

A Beth Israel, com cerca de 160 anos, é a maior da região e a única em Jackson. A casa pastoral ligada à comunidade judaica também já sofreu ações ligadas ao racismo no passado, destacando a relevância histórica do local para o civismo local.

A religião e o patrimônio receberam reações de líderes locais e nacionais. O pastor CJ Rhodes destacou, em publicação, que ataques a casas de culto atingem a vida moral compartilhada. O CEO da Simon Wiesenthal Center enfatizou que o ataque atinge o legado de cooperação com a comunidade negra na luta por direitos civis.

O presidente da Anti-Defamation League, Jonathan Greenblatt, afirmou que a violência antissemita está em ascensão e exige condenação firme e ação rápida de todos os setores da sociedade. Organizações de defesa reiteraram a necessidade de vigilância e solidariedade interconfissional.

A sinagoga avalia danos e mantém planos para retomar os serviços de Shabbat, possivelmente em uma igreja local que ofereceu apoio. A diretora-executiva Michele Schipper, da Institute of Southern Jewish Life, disse que a comunidade é resiliente e que há apoio para a reconstrução.

Entre os objetos afetados, uma Torá sobrevivente do Holocausto ficou protegida atrás de vidro e não sofreu danos. Cinco Torás no santuário passaram por avaliação de fumaça; duas Torás, no setor da biblioteca, foram destruídas, conforme informou a organização. O piso, as paredes e o teto ficaram cobertos de fuligem, e itens de estofaria e carpete precisarão ser substituídos.

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